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Dossiê: assessor de tucano entrega provas à PF

André Fernandes deixou nas mãos do delegado que preside o inquérito a memória do computador para comprovar que não alterou e-mail de José Aparecido

postado em 13/05/2008 10:21 / atualizado em 13/05/2008 10:27

O servidor do Senado André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), entregou ontem à Polícia Federal o disco rígido (a memória) do seu computador para comprovar que recebeu um e-mail com o dossiê de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Com isso, ele quer provar ao delegado Sérgio Menezes que não alterou o documento remetido pelo secretário de Controle Interno da Presidência da República, José Aparecido Nunes Pires.

Fernandes repassou ainda à PF outros elementos que comprovam o recebimento do material. Num depoimento que durou três horas, o assessor de Álvaro Dias confirmou que o dossiê chegou por e-mail ao seu computador no dia 20 de fevereiro deste ano. E que imprimiu parte das 28 páginas do arquivo e entregou ao chefe.

A polícia fez cópias do que o assessor de Álvaro Dias levou para o depoimento e vinculou esse material ao termo de declaração assinado pelo funcionário do Senado. “Ele produziu provas. Tudo o que foi solicitado, ele respondeu”, disse seu advogado Luiz Carlos Zubcov.

O delegado Sérgio Menezes, que preside o inquérito, fez Fernandes repetir várias vezes sua versão para tentar encontrar alguma contradição. O assessor do senador tucano contou que é amigo de longa data de José Aparecido e que mantinha conversa sobre amenidades do dia-a-dia com ele. Na opinião de Fernandes, o colega tentou provocá-lo politicamente ao enviar o documento com despesas do governo do PSDB.

Um 'lixo'

O assessor do Senado acredita ainda que José Aparecido possa também ter tentado embaraçar Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil. O funcionário do Planalto nunca escondeu de Fernandes que não gostava de Erenice. O assessor do senador tem dito que José Aparecido acusava a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tratá-lo como um “lixo”.

Leia íntegra da matéria na edição impressa do Correio Braziliense.