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| Carnaval em Ouro Preto: turistas que quiserem se divertir não poderão mais recorrer às repúblicas federais |
É proibido ensaio de bateria, concentração de bloco, bandas e o jeitinho mineiro de colocar num espaço para 30 pessoas o dobro ou até o triplo de hóspedes. Depois de 40 anos, Ouro Preto, na Região Central do estado, não terá, este ano, carnaval nas repúblicas federais. Após quase três meses de negociação, a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), responsável pelas 58 moradias estudantis, acatou a recomendação da Justiça e bateu o martelo: não haverá mais folia nas hospedarias e, para receber amigos e parentes, os universitários terão de enviar ofício à universidade. Os foliões que procuram a cidade nesta época do ano terão de se hospedar em hotéis, pousadas ou repúblicas particulares.
Prestes a assinar um acordo com o Ministério Público Estadual, no qual pedia a liberação das hospedagens nas repúblicas no carnaval e também pretendia cumprir algumas da exigências do MPE, a Ufop, por meio da Associação dos Moradores de Repúblicas Federais (Refop), decidiu, na quarta-feira, não assinar o termo e simplesmente acatar as recomendações. “Para não corrermos o risco de não conseguir cumprir na íntegra o que foi exigido, resolvemos não fazer nenhum evento nas moradias federais este ano. Mas vamos nos organizar para termos total condição de fazer as festas em 2011”, explica o presidente da Refop, Jorge Freitas.
Segundo Freitas, os universitários terão de encontrar novas formas de arrecadar dinheiro para aplicar na manutenção das casas, uma vez que esse é o argumento dos estudantes das repúblicas federais para justificar as quantias, muitas vezes exorbitantes, arrecadadas durante o feriado. Foi justamente o dinheiro conseguido no carnaval que chamou a atenção do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal. Em 28 de outubro, promotores de Justiça encaminharam recomendação conjunta ao reitor da Ufop, João Luiz Martins, denunciando atividades comerciais dentro das repúblicas e pediram a proibição de atividades econômicas no interior dos imóveis públicos. “Queremos transparência na gestão dessas moradias, que são um bem público e, como tal, não podem virar um espaço para se ganhar dinheiro”, apontou o promotor Ronaldo Crawford, na época da recomendação.
A universidade teve prazo de 40 dias para responder ao pedido dos ministérios e, até anteontem, houve várias reuniões e discussões sobre o assunto. Em 14 de janeiro, a Ufop, em nome da tradição do carnaval, pediu à Justiça a continuação das hospedagens nas casas estudantis. Em contrapartida, o MPE exigiu que as repúblicas respeitassem a capacidade de acomodação das casas, exibissem alvará do Corpo de Bombeiros e prestassem contas da renda arrecadada nos quatro dias. “Os documentos não são problema, mas a burocracia da prestação de contas poderia não ser cumprida dentro do que eles exigiam, uma vez que é mais trabalhosa”, afirma Jorge.
Na avaliação do promotor Ronaldo Crawford, a decisão representa o acato integral do que foi recomendado.
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Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: carlos magno
O carnaval de ouro preto não será prejuducado. Na cidade há apenas 68 repúblicas federais que nao poderam fazer o carnaval. mas há tambem cerca de 420 repúblicas particulares das quais mais de 100 faram a folia. o carnaval será o mesmo, porem sem usufruir de bens públicos. Bom carnaval a todos. | Denuncie |
Autor: Patricia Silva
É uma pena que o carnaval nas Repúblicas em O.Preto estão com os dias contados, já passei carnaval em uma e foi tudo de bom, os estudantes são super hospitaleiros como todo bom mineiro e não vi nada de mais em alugarem para turistas.Com certeza os empresários da rede hoteileira estão por tras disso. | Denuncie |