Policiais da Divisão de Crimes contra a Vida ouviram na terça-feira, em casa, mais duas possíveis vítimas do maníaco Marcos Antunes Trigueiro, de 31 anos, autor confesso do estupro e estrangulamento de cinco mulheres do Bairro Industrial, em Contagem, na Grande BH. Elas informaram que também foram atacadas pelo pintor. De acordo com o delegado Frederico Abelha, uma das vítimas alega que foi violentada sexualmente em 1997, no Bairro Tirol, na Região do Barreiro, mas somente reconheceu o serial killler quando o viu pela televisão em imagens de 2004, quando ele foi preso por matar um taxista em Betim, na Grande BH. Além desses crimes, ele também é acusado das mortes de uma enteada, de um tio e de um agiota.
A outra mulher ouvida terça-feira conta que foi atacada por Marcos em 2004, no Bairro Industrial, mas conseguiu fugir antes que o crime fosse consumado. Outras três mulheres também já tinham procurado a polícia, alegando que teriam sido abordadas por Marcos, mas conseguiram fugir antes do estupro. A polícia, porém, descartou um dos casos porque a mulher disse ter sido abordada em uma data em que o maníaco estava preso.
O delegado Frederico Abelha disse que ouviu as mulheres para ajudar na elaboração da vida de crimes do maníaco. Depois, os casos serão encaminhados à Delegacia de Mulheres para instauração de inquérito, pois a Divisão de Crimes contra a Vida só investiga homicídios. A polícia não descarta a possibilidade de que outros crimes, ainda não solucionados, tenham sido cometidos por Marcos Antunes.
Arma do crime
Além do estupro e morte das cinco mulheres, o pintor desempregado Marcos é acusado do latrocínio de um taxista, em 2004, e da morte de um tio e de um agiota. Há também a suspeita de que o maníaco assassinou, em 2005, a enteada de 3 meses, em Ibirité. Apesar de Marcos afirmar em depoimento à polícia que a menina era filha apenas de sua ex-mulher e que ele teria apenas registrado Mariana da Silva Trigueiro, a mulher atual, Rose Camara, disse que a menina era filha biológica de Marcos.
Pela lei, a Polícia Civil tem prazo de 60 dias para concluir o inquérito e a intenção é executar todo o processo com calma, em razão da gravidade dos crimes cometidos e da repercussão do caso. A preocupação é esclarecer todos os pontos ainda obscuros da investigação, como o uso de uma arma de fogo ou de uma réplica na abordagem das vítimas. Em seu depoimento, o serial killer negou que tivesse uma arma e contou que se aproximava das vítimas e fingia estar armado, pondo a mão debaixo da camisa. Mas para a polícia o mais provável é que o acusado usasse uma arma para atemorizar as mulheres. Segundo Abelha, as investigações acabam em, no máximo, três semanas.
Por enquanto, segundo o chefe do Departamento de Investigações), delegado Edson Moreira, o maníaco continuará preso no Ceresp São Cristóvão, que funciona no mesmo prédio do DI, pois a todo momento o acusado presta algum esclarecimento à polícia, embora já tenha confessado ter matado cinco mulheres e um taxista. Ele nega ter assassinado um tio e uma enteada de apenas dois meses. A polícia também atribui ao preso a morte de um agiota em Contagem.
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