Goiânia (GO) — Ninguém fala sobre a doença de Chagas no canteiro de obras onde Divino* trabalha. O assunto é um tabu, por uma razão simples: o patrão não quer saber de pedreiros doentes, muito menos de Chagas, debilitados por arritmias cardíacas. “Sempre faço minhas consultas embaixo do pano”, diz Divino.
Os profissionais de saúde que o atendem sabem do cotidiano de discriminação. Os atestados médicos emitidos aos pacientes do ambulatório de Chagas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) não trazem a verdadeira razão das consultas. Há apenas uma denominação genérica, “atendimento médico”, um pedido dos pacientes para evitar a rejeição no trabalho.
Divino vive na sombra no prédio de 20 andares erguido com sua ajuda. Apenas um colega de trabalho, também com o mal de Chagas diagnosticado, sabe de seu problema de saúde. É a única pessoa com quem conversa sobre o assunto no canteiro de obras. “Se ouvirem esse nome, Chagas, na área de construção civil, a gente não passa nem perto de ser contratado. Sou demitido em 24 horas se me descobrirem.”
A cidade onde Divino nasceu, São Félix do Coribe (BA), é a “terra dos barbeiros”, como ele conta. O pai e três irmãos foram infectados pelo protozoário causador da doença — um deles morreu subitamente, com uma parada cardíaca.
O Correio esteve na cidade de Divino. O local parece ter parado no tempo. Os barbeiros continuam invadindo pequenas propriedades rurais, o combate aos vetores está paralisado desde 2006, casas de adobe e pau a pique compõem os cenários na zona rural. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) chegou a firmar um convênio com o município, no valor de R$ 750 mil, para a melhoria dessas casas. Nenhum centavo foi depositado e o convênio terminou em dezembro passado.
Divino é herdeiro de uma doença associada à pobreza. Sabe há 20 anos que tem mal de Chagas, sofre com uma arritmia cardíaca, sente fraquezas que o incomodam no trabalho. “Se eu falar que tenho isso aí, estou condenado.” A iminência da demissão só não é mais assustadora para o pedreiro, pai de duas filhas, do que o temor da morte. “Tenho medo do que aconteceu com meu irmão.”
A matéria completa você lê na edição impressa desta terça-feira (7/2) do Correio Braziliense.
Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: Francisco Vieira
VEJAM COMO SÃO AS COISAS: Pedir exame hiv é DISCRINAÇÃO, pois aids também dá em RICO! Agora, pedir exame de CHAGAS e TUBERCULOSE, é normal POIS SÃO DOENÇAS DE POBRE... | Denuncie |
Autor: Francisco Vieira
Exigir ATESTADO DE SAÚDE é discriminação com os doentes? Exigir o oxame HIV e Machado guerreiro é discriminação? | Denuncie |
Autor: Mário Mouara Filho
Pilv. continuando: Coneço várias pessoa que se curaram usando esse polvilho. Muito bom também para que tem diabetes. Meu cunhado, que pouco estava exergando(por causa da Diabetes) está fazendo uso desse remédio, tudo melhorou, inclusive a visão. Vendem, em cápsula em Farmácias de manipulação. | Denuncie |
Autor: Mário Mouara Filho
cont. Sou testemunha dessa cura. A mulher do nosso vaqueiro tinha essa doença. Sempre ruim, tomando remédios vários. Depois que passei a levar prá ela os frutos da lobeira e ela fez o polvilho e passou a usar, sarou por completo. Não sente mais nada.. coração batendo forte. Outra pessoa agora. | Denuncie |
Autor: Mário Mouara Filho
Sempre digo, e faço por onde, que a Natureza ter que ser preservada. O remédio para o Mal de chagas está na Natureza. Muitos devem conhecer a planta Lobeira. Pois é dela que se extrai o polvilho que vai curar a pessoa portadora desse mal. O povilho é encontrado em farmácias de manipulação. cont. | Denuncie |