Brasil

Estudos sobre Chagas devem beneficiar as próximas gerações dos pacientes

Vinicius Sassine

Publicação: 09/02/2012 07:25 Atualização: 09/02/2012 07:54

Orica (E) e Sebastiana, com a foto da casa da fazenda onde nasceram: metade dos irmãos teve o mal de Chagas e a outra, não ( Iano Andrade/CB/D.A Press)
Orica (E) e Sebastiana, com a foto da casa da fazenda onde nasceram: metade dos irmãos teve o mal de Chagas e a outra, não

Os pesquisadores norte-americanos Sarah Williams-Blangero e John L. Vandeberg repassam um recado claro aos doentes de Chagas de Posse (GO), na divisa com a Bahia, durante os dois encontros anuais da dupla estrangeira com os moradores. Depois de coletarem as amostras de sangue e fazerem o eletrocardiograma de cada um deles, os “gringos”, como são chamados em Posse, avisam que a pesquisa não irá beneficiar esta geração de doentes.

Os resultados serão futuros. Poderão ser úteis para os filhos das pessoas que hoje colaboram com o estudo genético de Sarah e John. “Nós explicamos a eles que os resultados do estudo provavelmente não beneficiarão as pessoas que participam do projeto. Esperamos que os resultados beneficiem as gerações futuras”, diz Sarah em entrevista por e-mail ao Correio.

Os testes feitos pela dupla de “gringos”, que conduz um mapeamento genético para descobrir por que apenas determinadas pessoas desenvolvem a doença de Chagas, englobam 2 mil moradores da zona rural de Posse. São os pesquisadores que fornecem os diagnósticos do mal de Chagas à população local, que permanece sem assistência médica e sem perspectiva de tratamento, um abandono comum no país, como o Correio mostrou em série de reportagens desde domingo. Os moradores de Posse continuarão sem respostas para a evolução da doença.

 (Pesquisadores tentam saber por que somente algumas pessoas picadas por barbeiros e infectadas desenvolvem cardiopatias e inchaços no esôfago e no intestino)

As pesquisas em curso ainda não desvenderam alguns dos principais mistérios envolvendo o mal de Chagas. Um deles é o que Sarah e John tentam responder com base no material genético de brasileiros desassistidos: por que somente algumas pessoas picadas por barbeiros e infectadas pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença, desenvolvem cardiopatias e inchaços no esôfago e no intestino?

Confira reportagem completa na edição desta quinta-feira (9/2) do Correio Braziliense
Tags: celular

Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: leandro oliveira
Tenho parente com mal de chagas e a reportagem do correio, me fez conhecer mais sobre esse mal tão severo. Parabéns, espero que o governo se mobilize para que isso faça realmente parte do, e não do presente como acontece hoje. | Denuncie |

Autor: andre mitkiewicz
Vergonha nacional, precisam vir estrangeiros para pesquisar uma doença que se desenvolve nos climas tropicais, ou seja, no Brasil, ainda por cima não tem acompanhamento médico. Acorda Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!!! | Denuncie |

Autor: Elizeu Faria
Esta sequencia de narrativas, mostra, que as autoridades de saúde do Brasil, não têm, nenhum interesse na erradicação de doenças como: malaria, chagas, febre amarela, empaludismo e outras enfermidades dessa natureza, isto porquê são doenças que praticamente, os pobres são acometidos. | Denuncie |

Autor: Elizeu Faria
Quero parabenizar ao CB por esta reportagem tão valiosa. Venho acompanhando todos os dias e sinceramente, o jornalista que a fez, merece um premio por bons serviços prestados à ciência, informação e pesquisa. Parabens!!! | Denuncie |

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