Rio de Janeiro – O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse nesta sexta-feira (10/2) que o vazamento de petróleo na Bacia de Santos não significa que a produção na área do pré-sal represente risco maior. Segundo ele, o acidente na área de Carioca Nordeste, ocorreu durante um teste de longa duração e, portanto, antes do início da produção propriamente dita.
“Tanto esse quanto o acidente anterior, de Guará, foram acidentes inseridos numa operação especial chamada de teste de longa duração, que tem um navio e uma tubulação de produção. Mas a produção mesmo do pré-sal tem um navio bem ancorado. Temos o piloto de Lula [Campo de Lula] produzindo muito bem. A produção envolve questões técnicas muito diferentes dos testes de longa duração”, disse.
Segundo Estrella, nos dois acidentes, apesar da tubulação ter rompido e liberado petróleo no mar, não houve derramamento a partir do poço. Isso mostra que o sistema de segurança antivazamento dos poços funcionou.
De acordo com o diretor, a Petrobras contratou uma empresa de engenharia americana para avaliar o acidente e propor melhorias para o sistema de segurança da empresa. O laudo deve ficar pronto em 60 dias. A partir daí, uma nova tubulação, chamada de “riser” deve ser construída para dar prosseguimento ao teste de longa duração na Carioca Nordeste.
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