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A farsa das adoções irregulares de adultos na Europa e a prisão de advogados envolvidos escondem o drama de dezenas de brasileiros enganados pela quadrilha. Separados por uma distância de 10 mil quilômetros, empresários que vivem em Londres e donos de escritórios de advocacia em Goiás se uniram para criar um lucrativo negócio. Cansados de viver na clandestinidade, brasileiros de origem humilde que estão ilegais no Reino Unido se transformaram em presas fáceis. Alguns entregaram as economias aos integrantes do esquema, denunciado pelo Correio há duas semanas. Agora, com o cancelamento dos processos e a detenção dos denunciados, eles vivem a angústia de perder o dinheiro poupado durante anos e enfrentam o medo da deportação.
A reportagem localizou quatro brasileiros que moram ilegalmente em Londres e pagaram a advogados e empresários brasileiros para tentar conseguir a cidadania europeia. O promotor de Justiça de Goiás Marcos Alberto Rios está certo de que esses cidadãos não agiram de má-fé e foram enganados por uma quadrilha que faturou altíssimo. %u201CConversei com várias pessoas e tenho certeza de que elas foram vítimas. Esses advogados fizeram promessas e garantiram que tudo seria feito dentro da legalidade. Com isso, vários brasileiros clandestinos na Europa foram seduzidos pelas ofertas de empresas de advocacia. Eles não sabiam que o esquema era fraudulento%u201D, avalia o promotor.
O drama desses cidadãos começou há um ano, quando representantes da empresa Fênix Corporation, sediada em Londres e comandada por brasileiros, passou a oferecer os serviços a conterrâneos que estavam na ilegalidade. Os empresários identificados pela polícia como Cláudio Domiciano, Kathia Ribeiro, Manoel Branco e Mateus Cocco percorreram redutos de brasileiros, especialmente os de baixa renda, para prometer ajuda no processo de regularização de vistos. Em uma igreja evangélica, eles encontraram centenas de cidadãos ilegais em Londres e falaram sobre o esquema de adoção de adultos.
Esse procedimento é autorizado pela legislação brasileira, desde que haja um vínculo afetivo entre pais e filhos adotivos. Mas os empresários ofereceram a adoção como forma de regularizar a situação em Londres. Eles garantiram que, caso os brasileiros encontrassem cidadãos portugueses dispostos a adotá-los, poderiam tocar o processo. O valor cobrado podia alcançar 3,7 mil libras, o equivalente a mais de R$ 11 mil. Os valores eram pagos aos representantes da Fênix Corporation ou depositados em contas de advogados com atuação no interior de Goiás, como Paulo e Igor Alves Ferreira. Pai e filho já tiveram a prisão decretada pela Justiça por envolvimento na fraude.
Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: maria eymard
Pagavam passagem da governanta e etc e tal,ia ganhar equivalente a dois mil reais,daí primeira conversa;esses primeiros meses vai trabalhar pra pagar a passagem de avião etc,daí começava o inferno,e tinha um Dr.Ivair no Itamarati que lutou muito pra traze-las de volta,era um negro muito bom. | Denuncie |
Autor: maria eymard
Múrcia é uma cidade da Espanha,que fica perto de Portugal,a polícia já trouxe muitos goianos de lá que não conseguiam voltar,porque lá chegando tinham de pagar cada pão que comiam,a preço de ouro,e como juntar o dinheiro da passagem?Até emprego de governanta era oferecido em Chicago,por brasileiros. | Denuncie |
Autor: maria eymard
Acredito nas vítimas.Maioria querem sair daqui porque nossa lei é injusta pra quem é correto,só é beneficiado os mensaleiros etc,Eles querem fazer faculdade e aqui é muito difícil,no trauma do vestibular já começa a novela,outros vão parar nos prostíbulos da Espanha,vejam quantos goianos há em Múrcia | Denuncie |
Autor: filomena rocha
Nao sabiam e' piada. Tinha que pagar o prospectivo pai para ser adotado.Desde quando isso e' legal? Nunca aprendem que o crime nao compensa. Tentou lesar os governos de outros paises, sairam lesados. Agora talvez sejam deportados pois, cometeram um crime. | Denuncie |
Autor: Andre
Vítimas? Uma adoção por parte de quem nunca se viu, já sendo maior de idade e independente JAMAIS soaria como algo regular. Há tendência de se declarar vítima quando algo dá errado. Embarcaram nessa pois viram vantagens pessoais no negócio. Cá para nós, entraram conscientes na trambicagem. | Denuncie |