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Internação forçada de usuários de drogas divide opiniões No início do programa de incentivo à retenção compulsória de usuários de entorpecentes em São Paulo, operação gera críticas de entidades, enquanto parentes pedem a ajuda do governo para o tratamento de viciados. Duas pessoas foram internadas ontem

Renata Mariz

Publicação: 22/01/2013 06:02 Atualização:

Usuários de crack foram recolhidos por voluntários nas ruas de São Paulo e levados ao centro de atendimento para avaliação (Adriano Lima/Brazil/Photo Press)
Usuários de crack foram recolhidos por voluntários nas ruas de São Paulo e levados ao centro de atendimento para avaliação


O primeiro dia do programa de incentivo à internação compulsória em São Paulo ficou marcado pela demanda de pessoas em busca de ajuda para parentes viciados em crack. A possibilidade de ter auxílio do governo no tratamento involuntário ou compulsório dos dependentes químicos mostrou a delicada situação em que algumas famílias paulistas se encontram. Ao término do plantão judicial, das 9h às 13h, no Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod) — onde é feita a triagem dos viciados —, duas pessoas foram internadas, voluntária e involuntariamente, e pelo menos seis pediram o confinamento de familiares.

Dependentes de crack também foram abordados nas ruas e encaminhados ao Cratod. A secretária estadual de Justiça, Eloisa Arruda, garante que as açõesnão contarão com uso de forças policiais e serão feitas por equipes médicas. A medida causa diferentes reações. Em outubro do ano passado, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também cogitou adotar na cidade a internação compulsória, independentemente do aval da família, com o argumento de que dependentes não conseguem tomar decisões. Na época, ele foi amplamente criticado. Entidades como a Frente Estadual de Drogas e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (Feddh) alegavam que a política era discriminatória e contra o direito de ir e vir. Apesar de recuar da proposta, o governo do Rio ainda discute essa possibilidade.

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Marcus Pereira
Valdison, já foi provado que o uso da força nesses casos não funciona. Essa coisa da droga jamais irá acabar, assim como a guerra também. Isso acabará o dia em que o ser humano for perfeito, ou seja, nunca. O negócio é prevenir. Isso não é pessimismo, mas realidade. | Denuncie |

Autor: valdison moreira
O Governo tem acabar com essas entidades, essas ONGs, Direitos Humanos que só atrapalham no trato com esses bandos de marginais. Usuários de drogas tem que ser tratados, não quer, tem que ser presos. Se não tem usuário, não traficante. | Denuncie |

Autor: Maria Sena
Parabéns ao governo do Estado de S.Paulo pela árdua decisão. A proporção adquirida pelo crack exige medidas mais austeras. Nenhum dependente ou familiar sairá perdendo. Todos sairão ganhando, inclusive a sociedade. Um viciado não tem como decidir sobre o tratamento, uma vez que o vício o impede | Denuncie |

Autor: Maria do Socorro Fernandes
Quem critica esse ato do governo paulista, nunca criticou os famosos, que vinham à TV e mídia em geral, dizendo que era "um barato" tragar um baseado. O resultado do incentivo a essa prática está aí, e ninguém assume que incentivou a drogadição. | Denuncie |

Autor: francisco rodrigues
Esses "especialistas" deveriam passar pelo menos uma hora em volta de grupo de usuário de crak para poder dar uma opinião de que não adianta isso ou aquilo. O problema é tão grande que qualquer ação é bem vinda. No lugar de críticas deem ação ou deixem agir. | Denuncie |

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