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Estados brasileiros em alerta para conter o avanço da dengue Casos da doença começam a preocupar no Paraná e em Mato Grosso do Sul. As unidades da Federação identificaram aumento significativo de registros em relação ao ano passado. Municípios estão em emergência. Três mortes foram confirmadas em 2013

Renata Mariz

Publicação: 23/01/2013 07:00 Atualização:

Agentes em Londrina fazem coleta à procura de larvas. Cinco municípios do Paraná estão em epidemia. Estado destinou R$ 4,2 milhões para conter a doença (Roberto Custódio/Agência Gazeta)
Agentes em Londrina fazem coleta à procura de larvas. Cinco municípios do Paraná estão em epidemia. Estado destinou R$ 4,2 milhões para conter a doença


A queda significativa do número de casos de dengue no panorama nacional — de 15.688 para 5.496, se comparadas as duas primeiras semanas de janeiro de 2012 e 2013, respectivamente — não reflete a situação de dois estados atualmente conflagrados pela doença. No Mato Grosso do Sul, a quantidade de notificações, no mesmo período, subiu de 196 para 2.277, de acordo com o Ministério da Saúde. Dados mais recentes das autoridades sul-mato-grossenses, porém, mostram que o quadro vem se agravando a cada dia. Até a última segunda-feira, só Campo Grande havia registrado 9.646 casos, levando a prefeitura a decretar estado de emergência. O Paraná já fez 475 notificações, contra 73 no mesmo período do ano passado, e tem cinco municípios em epidemia. No Distrito Federal, foram registrados 17 casos neste ano, em comparação com 64, no período anterior — uma queda de mais de 30%.

Não por acaso, as duas unidades da Federação registraram as três mortes por dengue em 2013. A circulação do sorotipo 4 do vírus, registrado pela primeira vez no Paraná este ano, é o que mais preocupa. “É um tipo que circulou no país no princípio da década de 1980, depois ficou ausente, mantendo-se mais nas Guianas e na América Central. Há cerca de dois anos, ressurgiu. Em termos clínicos, pouco se difere dos outros, o problema é que, como há muita gente que nunca teve esse tipo, o número de casos tende a aumentar com a sua presença”, explica Dalcy Albuquerque Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical no Distrito Federal. Ele afirma que o risco aumenta com a repetição da doença. “Por reações imunológicas, o paciente, ao ter pela segunda vez, fica mais suscetível a desenvolver o tipo hemorrágico da dengue.”

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