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Um ano após desabamento de prédios na Cinelândia, investigação continua As ações de indenização também estão paradas: movidas por seis empresas que tinham negócios no local e o próprio escritório de advocacia, elas ainda dependem de decisão da Justiça estadual

Agência Brasil

Publicação: 23/01/2013 06:18 Atualização:

Rio de Janeiro - Na próxima sexta-feira (25/1), completa um ano do desabamento de três edifícios na Avenida 13 de Maio, na Cinelândia, quando 17 pessoas morreram e cinco ficaram desaparecidas. Até hoje, ninguém foi indenizado e a investigação não terminou. “Por enquanto, não há nada de conclusivo nas investigações”, informou à Agência Brasil a advogada Ana Betiza, representante da Associação das Vítimas da 13 de Maio.

As ações de indenização, movidas por seis empresas que tinham negócios no local e o próprio escritório de advocacia - que representa as vítimas e funcionava no 13º andar de um dos prédios que caíram, ainda dependem de decisão da Justiça estadual, acrescentou Ana Betiza.

No desabamento de três edifícios na Avenida 13 de Maio, 17 pessoas morreram e cinco ficaram desaparecidas ( Marcelo Piu/Agência O Globo)
No desabamento de três edifícios na Avenida 13 de Maio, 17 pessoas morreram e cinco ficaram desaparecidas


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A Polícia Federal, em inquérito preliminar, indiciou sete pessoas. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), pois havia suspeita de que o desabamento poderia ter afetado o Theatro Municipal, situado na mesma avenida e vizinho ao Edifício Liberdade, que desabou. Após a comprovação de que o teatro não sofreu danos, o inquérito, com mais de 500 páginas, passou para a responsabilidade do Ministério Público do Estado (MPE-RJ), segundo a assessoria do MPF. “Esse inquérito ficou em tramitação na Justiça Federal e só chegou ao Ministério Público Estadual no dia 17 de dezembro de 2012", comunicou o MPE-RJ. No dia 21 do mês passado, foi repassado à 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal.

No dia 17 deste mês, a promotora Ana Lúcia Melo solicitou à 5ª Delegacia Policial do Rio de Janeiro, responsável pela área onde ocorreu o desabamento, a conclusão de algumas diligências. A delegacia tem três meses para fornecer à promotoria depoimentos de testemunhas e demais informações. A delegada assistente Karina Regufe disse à Agência Brasil que o pedido da promotora ainda não chegou à 5ª DP. “Está em tramitação de recebimento. Nós não recebemos ainda”. A delegada estima que o documento só chegará na próxima semana. Até a conclusão do inquérito, a advogada Ana Betiza diz que “não há o que fazer” e que é preciso aguardar a posição da Justiça em relação às indenizações.
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