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Ministério Público denuncia seis pessoas pelo desabamento de prédio no RJ A denúncia ocorre um dia antes de completar um ano do desabamento. Decorrido um ano da tragédia, ninguém foi indenizado e a investigação ainda não foi concluída

Agência Brasil

Publicação: 24/01/2013 19:06 Atualização:

Rio de Janeiro - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, nesta quinta-feira (24/1), seis pessoas pelo desabamento do Edifício Liberdade - que causou o desabamento de outros dois prédios vizinhos - na Avenida 13 de Maio, na Cinelândia, centro da cidade, causando a morte de 17 pessoas e deixando outras cinco desaparecidas.

A denúncia ocorre um dia antes de completar um ano do desabamento, nesta sexta-feira 25. Decorrido um ano da tragédia, ninguém foi indenizado e a investigação ainda não foi concluída.

Foram denunciados pelo Ministério Público do estado, Sérgio Alves de Oliveira, sócio e administrador da empresa TO Tecnologia Organizacional, que estava realizando obras em dois dos andares do prédio; Cristiane do Carmo Azevedo, que também era ligada à TO e era responsável pela fiscalização da reforma; além dos pedreiros e mestres de obra que trabalhavam no local: Gilberto Figueiredo de Castilho Neto, André Moraes da Silva, Wanderley Muniz da Silva e Alexandro da Silva Fonseca.

Segundo nota do Ministério Público, a denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça, da 1ª Central de Inquéritos Policiais, que excluiu da denúncia Paulo de Souza Renha, síndico do prédio à época do desabamento. Renha sofria de hipertensão, teve uma parada cardíaca a cerca de um mês e morreu na manhã de hoje.

O desabamento aconteceu na noite do dia 25 de janeiro do ano passado, no perímetro formado pelas avenidas Evaristo da Veiga e Almirante Barroso, com a Rua Treze de Maio. Embora até hoje não tenham sido localizados os corpos das cinco pessoas desaparecidas: Ana Cristina Faria da Silveira, Sabrina Travassos Serpa Prado, Marcello Rabelo Magalhães de Lima Priscila Montezano e Jokania Bastone Mauro, o Ministério Público admite que “todos os elementos indicam a morte destas pessoas, visto que não se logrou encontrar seus corpos nos escombros”.

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No entendimento do MP, “a retirada de diversas paredes do nono andar do edifício, formando um amontoado de entulho, contribuiu para um colapso estrutural, causando o desabamento do prédio e, por consequência, dos outros dois edifícios ali situados”.

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