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Processo de incêndio em MG servirá de jurisprudência para o caso do Sul O STF já decidiu que, em caso de omissão na fiscalização de casas noturnas, a responsabilidade de um incêndio fatal é da administração pública

Helena Mader

Publicação: 31/01/2013 06:05 Atualização:

Canecão Mineiro: sinalizador disparado por músico causou o fogo, assim como na boate Kiss (Sidney Lopes/Estado de Minas - 24/11/01)
Canecão Mineiro: sinalizador disparado por músico causou o fogo, assim como na boate Kiss


O jogo de empurra entre a prefeitura de Santa Maria (RS) e o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul no caso do incêndio da boate Kiss evidencia uma estratégia para escapar da responsabilização pela tragédia. E a preocupação das autoridades municipais e estaduais é justificada: o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que, em caso de omissão na fiscalização de casas noturnas, a responsabilidade de um incêndio fatal é da administração pública. Na tragédia do Canecão Mineiro, que em 2001 matou sete pessoas em Belo Horizonte, o STF determinou que a prefeitura pagasse indenização de 300 salários mínimos a uma das vítimas. Esse caso, que guarda fortes semelhanças com o drama da boate Kiss, servirá como parâmetro para os sobreviventes de Santa Maria e também para os familiares dos 235 jovens mortos.

O ministro do STF Marco Aurélio Mello foi o relator do processo contra a prefeitura de Belo Horizonte. No recurso que chegou à Corte, ele manteve o entendimento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e determinou que a administração pública indenizasse a comerciária Gisele Aparecida de Oliveira Silva, hoje com 33 anos. O magistrado acredita que, no caso da tragédia de Santa Maria, também houve omissão das autoridades, o que possibilitará ações de indenização. “O Estado falhou e falhou redondamente”, garante o ministro. “O que notamos nesse contexto é uma falha do Estado no exercício do poder de polícia, que é o poder de fiscalizar. Se o Estado fosse mais atuante, quer mediante a atuação de fiscais da prefeitura, quer mediante a atuação do Corpo de Bombeiros, seriam evitados episódios como esse”, diz Marco Aurélio Mello.

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Jarbas Silva
É claro que o Poder Público não fiscaliza, a única preocupação dos eleitos é empregar, sem concurso público, os apadrinhados dos políticos. | Denuncie |

Autor: edilson souza
Pelo visto, a bomba vai estourar para o poder público, e para os que LUCRAM com o funcionamento do estabelecimento talvez sobre uma "advertência". | Denuncie |

Autor: Fernando Moraes
E cadeia, não vai ter pro Prefeito, chefe da fiscalização, coronel dos Bombeiros ? | Denuncie |

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