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Drama dos sobreviventes da tragédia de Santa Maria pode durar anos Lesões decorrentes da fumaça tóxica e do trauma podem afetar as vítimas do incêndio para o resto da vida. Ministro da Saúde afirma que a prioridade é cuidar da situação atual, mas não descarta plano de atendimento a longo prazo

Juliana Colares

Julia Chaib - Cidades

Publicação: 01/02/2013 06:02 Atualização:

No dia da tragédia, helicópteros da Força Aérea Brasileira transportaram os feridos. São 71 pessoas internadas em estado grave (Camila Domingues/Reuters)
No dia da tragédia, helicópteros da Força Aérea Brasileira transportaram os feridos. São 71 pessoas internadas em estado grave


Focado no atendimento imediato aos feridos no incêndio que atingiu a casa noturna Kiss, no último domingo, o Ministério da Saúde ainda não pensou em um plano de longo prazo para atender os sobreviventes que venham a apresentar sequelas físicas e psicológicas. Casos semelhantes à tragédia de Santa Maria, entretanto, mostram que as consequências do trauma e da exposição à fumaça tóxica podem persistir por meses ou anos. A boate de Santa Maria tinha capacidade para 691 pessoas, mas as investigações indicam que havia mais de mil no local na noite do incêndio.

Na Argentina, oito anos após a boate República Cromañón pegar fogo, matando 194 pessoas, os sobreviventes ainda apresentam problemas físicos e psicológicos e necessitam de acompanhamento médico. Até hoje, cerca de 1,3 mil pessoas recebem subsídio mensal de 600 pesos (cerca de R$ 240). Também foi criado um programa de atenção aos feridos de Cromañón. Nos Estados Unidos, após o ataque de 11 de setembro, em 2002, mais de 20 tipos de câncer foram incluídos na lista de doenças cobertas por um fundo criado para oferecer tratamento médico a pessoas expostas à fumaça tóxica e à poeira liberada no episódio.

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