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Vítimas do tráfico internacional na Itália são escravas e domésticas Missão do governo federal identifica que 10% das vítimas de tráfico internacional de pessoas no país europeu são exploradas em serviços com condições insalubres e sob ameaças

Renata Mariz

Publicação: 01/03/2013 06:05 Atualização: 01/03/2013 07:25

Embora o tráfico de seres humanos esteja normalmente associado a atividades sexuais, a cada 10 brasileiros vítimas do crime na Itália, pelo menos um é explorado no trabalho doméstico em condições análogas à escravidão. A constatação preocupa a missão do Brasil que está atualmente em Roma e Milão para tratar do tema. De um total de 128 brasileiros que nos dois últimos anos receberam apoio do governo italiano por terem sido traficados, pouco mais de 10% cuidavam de afazeres domésticos dentro de residências em condições insalubres e sob ameaças. A maior parte atuava com programas sexuais.

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O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, que integra a comitiva brasileira na Europa, explica que os casos de trabalho escravo em ambiente doméstico são ainda mais difíceis de combater. “As pessoas estão dentro de casas, de apartamentos, em um ambiente privado, em que o nível de dificuldade de detecção do problema é muito elevado”, destaca Abrão. Além dele, que representa o Ministério da Justiça, fazem parte da missão brasileira integrantes da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria de Políticas para Mulheres, da Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores.

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