Belo Horizonte e Brasília — Sob o peso da confissão e condenação de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, um dos responsáveis pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, de 25 anos, em 2010; em desvantagem diante da opinião pública; e diante de um júri predominantemente feminino, a defesa de Bruno Fernandes de Souza mudou de postura no primeiro dia do julgamento do ex-goleiro do Flamengo. Com estratégias que sugerem, segundo especialistas, a tentativa de diminuir uma pena tida como provável, os defensores dispensaram testemunhas e pediram celeridade no júri, em um comportamento que gerou comentários sobre uma possível confissão do atleta.
A mudança de postura também estava estampada na face do personagem de maior destaque na trama. O atleta aparentemente tranquilo e altivo das últimas aparições, ontem, era outro: cabisbaixo diante das câmeras, Bruno se agarrou à Bíblia e ao lenço entregue por advogados — o goleiro chorou várias vezes. Fora do tribunal, porém, seus defensores dão mostras de que o jogo está longe de acabar.
Leia mais notícias em BrasilPróximos júrisO próximo julgamento, previsto para 22 de abril, será o de Bola, acusado de matar e esconder o corpo de Eliza. No mês seguinte, será a vez de Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo de Bruno. Outro primo de Bruno, Sérgio Sales, foi morto ano passado. Se condenado como mandante don assassinato de Eliza Samudio, a pena de Bruno pode chegar a 30 anos de prisão
Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: José Corrêa
Há outros meios de provar a autoria do crime e não poderia ser diferente, caso contrário, caso contrário poderia cometer homicídio à vontade desde que destruisse o corpo. | Denuncie |
Autor: Gildo Souza
Só mesmo no Brasil, como vão condenar o rapaz a 30 anos de cadeia se o corpo de moça não foi encontrado? não acharam nem mesmo os ossos, quem garante que essa moça não está viva fora do Brasil? | Denuncie |