As testemunhas pouco falaram neste segundo dia de julgamento do ex-goleiro Bruno e da ex-mulher, Dayanne Rodrigues. Desde o começo da sessão desta terça-feira (5/3), iniciada por volta das 9h20, três pessoas já foram solicitadas a falar no júri. A prima do goleiro Bruno, Célia Aparecida Rosa Sales, é a terceira a ser chamada e está sendo ouvida como informante. Ela é mãe de Sérgio, que foi assassinado no ano passado. Célia Aparecida foi criada com “status sócio afetivo” de irmã de Bruno, nas palavras do promotor Henry Vasconcelos.
O depoimento de Célia foi questionado pelo advogado de defesa de Bruno, Tiago Lenoir, já que ela possui uma relação afetiva com o goleiro por causa da convivência, mas pedido foi negado. A juíza e Henry Vasconcelos não quiseram fazer perguntas à Célia. Tiago Lenoir interrogou a jovem, a respeito do passado da família. Segundo a moça, todos eles moravam no mesmo terreno em Ribeirão das Neves, sendo ela com a mãe e Bruno com a avó, dona Estela.
Leia mais notícias em BrasilTestemunhas dispensadasO promotor Henry Wagner Vasconcelos dispensou a testemunha Jailson Alves de Oliveira. O detento é conhecido por ter relatado um suposto plano de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, para matar a juíza Marixa Fabiane Rodrigues – que preside o júri -, bem como outras pessoas envolvidas no caso. A atitude causou espanto nos espectadores, já que o primeiro interrogatório do dia, de João Batista Alves Guimarães, que acompanhou o depoimento de Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno, durou cerca de 10 minutos.
As perguntas giraram em torno de como ele foi chamado para acompanhar o depoimento (estava em uma padaria perto da delegacia) e sobre a situação de Cleiton. As questões feitas pelos advogados de Bruno, Lúcio Adolfo e Tiago Lenoir, lembraram muito depoimento do produtor rural, tomado no julgamento em novembro.
Com informações de Cristiane Silva
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