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Advogado de Bruno quer "segurar" júri até quarta para decidir habeas corpus Se a liberdade for concedida a Bruno pela Justiça, o goleiro poderá sair da cadeia para trabalhar

Luana Cruz

Publicação: 05/03/2013 14:47 Atualização: 05/03/2013 15:42

Se a liberdade for concedida a Bruno pela Justiça, o goleiro poderá sair da cadeia para trabalhar no clube mineiro. Esse benefício valeria mesmo se o ex-atleta for condenado pelo sumiço e morte de Eliza Samudio (Euler Junior/EM/D.A Press)
Se a liberdade for concedida a Bruno pela Justiça, o goleiro poderá sair da cadeia para trabalhar no clube mineiro. Esse benefício valeria mesmo se o ex-atleta for condenado pelo sumiço e morte de Eliza Samudio

A defesa de Bruno Fernandes vai tentar levar o júri até quarta-feira para que os trabalhos no Fórum de Contagem coincidam com o julgamento do último habeas corpus, impetrado pelo advogado do goleiro, Lúcio Adolfo, há cerca de 70 dias. No documento, a defesa pede prisão domiciliar para Bruno, que tem proposta do Boa Esporte Clube, de Varginha, para jogar. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou que o recurso será julgado amanhã pela 4ª Câmara Criminal com três desembargadores.

O advogado saiu durante a sessão do júri e foi até a porta do Fórum de Contagem, onde falou com jornalistas. Adolfo afirma que estender o júri até a noite de amanhã será positivo para a defesa. Se a liberdade for concedida a Bruno pela Justiça, o goleiro poderá sair da cadeia para trabalhar no clube mineiro. Esse benefício valeria mesmo se o ex-atleta for condenado pelo sumiço e morte de Eliza Samudio.

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Além da estratégia do habeas corpus, o advogado voltou a negar possibilidade de acordo para Bruno confessar o crime. “Acordo em tribunal é negociata e ilegalidade. Quem faz isso está cometendo um crime”. O criminalista disse que tem como recuso mostrar que a confissão de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, mediante acordo é uma prova sem validade. Ele quer desqualificar o depoimento do amigo de Bruno.

Adolfo diz que as dispensas de testemunhas feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE) hoje e pela defesa ontem fazem parte do julgamento. Segundo ele, menos testemunhas reduzem o stress e o cansaço para os jurados.

O advogado acha que o promotor Henry Vasconcelos quer fazer um júri mais longo, ao contrário da defesa que diz estar se esforçando para agilizar os trabalhos. “O MP tem um jeito demorado, obscuro e extenso porque eles ganham com isso”, afirma o criminalista.

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