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João Henrique do Vale - Estado de Minas
Publicação: 07/03/2013 16:27 Atualização: 07/03/2013 16:46
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| Bruno e Dayanne no tribunal durante o quarto dia do julgamento |
O pedido de absolvição da ex-mulher de Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues, feito pelo promotor Henry Vasconcellos, não agradou à advogada da mãe de Eliza Samudio, Maria Lúcia Borges Gomes, que se mostrou decepcionada. Já o defensor de Dayanne, Tiago Lenoir, afirmou que não havia provas suficientes no processo contra sua cliente. "O Ministério Público não fez favor nenhum à defesa pedindo a absolvição. O Ministério Público reconheceu a fragilidade de provas em relação a acusada", disse Lenoir.
O advogado fez questão de relatar que não houve qualquer tipo de negociação para aliviar a pena de Dayanne. "Não existe acordo no processo penal", completou. Essa possibilidade foi levantada depois que a ex-mulher de Bruno mudou o seu depoimento, na manhã desta quinta-feira, e colocou o ex-policial civil José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, como um dos cúmplices do sumiço e assassinato de Eliza.
Durante a fase de debates, o promotor Henry Vasconcelos pediu absolvição de Dayanne. "Ela estava em situação insuportável, ela estava sob constrangimento, sob pressão de Zezé, pessoa que será denunciada pelo Ministério Público e será investigada em paralelo ao processo", afirma a acusação. Neste momento, Dayanne chorou muito quando ouviu o acusador.
A defesa de Sonia de Fátima Moura, mãe de Eliza, criticou a conduta do promotor. "Acho que foi um equívoco (do promotor) pedir a absolvição de Dayanne. Ela está presente em tudo. Ela viu que ali (no sítio) existia uma criança e uma mulher que já estava machucada. Será que ela não percebeu que esta mulher estava no corredor da morte? Ela participou de tudo, não pode escapar", disse Maria Lúcia Borges.
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