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Irmão de Mércia diz que após dois anos de namoro, Mizael se transformou

Aline Bravim

Publicação: 11/03/2013 11:07 Atualização: 11/03/2013 12:21

A primeira testemunha a depor no julgamento de Mizael Bispo de Souza, acusado de assassinar a ex-namorada Mércia Nakashima, é o irmão da vítima, Márcio Nakashima. Em resposta à primeira pergunta do promotor Rodrigo Merli Antunes, o parente disse que o relacionamento do réu e da vítima no início era normal. "Depois ele se transformou, virou um sujeito ciumento, possessivo", disse. O corpo dela foi encontrado em junho de 2010, em uma represa em Nazaré, no interior de São Paulo. O réu está sendo julgado em júri popular.

De acordo com Márcio, o namoro dos envolvidos durou cerca de quatro anos. A transformação de personalidade começou após dois anos de relacionamento. "Antes, eu jogava bola com Mizael, ele frequentava minha casa e até fazia aniversários na casa da minha avó". "A Mércia fez uma aniversário para ele porque ele havia dito que nunca tinha tido uma festa", acrescentou o irmão.

Márcio afirmou que Mizael nunca foi hostilizado pela família da jovem morta. "Isso é mentira. Quem diz isso é o advogado dele. Eu tenho fotos no meu celular que provam isso".

Questionado pelo promotor, a testemunha disse que pelo fato de a sociedade de um escritório de advocacia aberto por Mércia e Mizael não ir bem, o acusado passou a agir agressivamente. "Quando Mércia abriu um novo escritório, ele chegou muito nervoso e ameaçou ela de morte", relatou. "Teve uma oportunidade em que a minha irmã chegou a proibir a entrada dele no prédio".

O parente contou ainda que a vítima trocou o número de celular algumas vezes por conta das ligações constantes de Mizael. "Ele parou de entrar em contato no dia em que a Mércia desapareceu", disse.

Durante o depoimento, Márcio relatou que os maiores desentendimentos entre o casal era com relação aos honorários advocatícios. "O Mizael devia honorários para a Mércia", afirmou. Ele contou que a irmã ligava para o ex-companheiro para cobrar os valores devidos.

Muito emocionado, Márcio relatou que acreditava que o desaparecimento da irmã se tratava de um sequestro. "Eu tinha plena convicção que eu ia achar a Mércia viva, até o dia em que eu encontrei ela morta", lamentou o advogado e parente da vítima.

Márciou contou que chegou a pedir ajuda de Mizael para encontrar Mércia, mas o réu se recusou a participar das buscas.

Questionado pelo promotor, a testemunha afirmou que, na época do sumiço, o único relacionamento conflituoso de Mércia era com Mizael.

Entenda o caso

O ex-policial militar é acusado de ter assassinado Mércia Nakashima. A advogada desapareceu após visitar a avó em Garulhos, na Grande São Paulo. Mérica foi vista pela última vez em 23 de maio de 2010. O corpo da vítima foi encontrado em 11 de junho daquele ano, dentro de uma represa em Nazaré Paulista, no interior do estado.

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