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| Mizael é o principal suspeito da morte de Mércia Nakashima |
A fase de debates do julgamento do ex-policial Mizael Bispo, acusado pelo
assassinato de Mércia Nakashima em maio de 2010, foi encerrada na tarde desta quinta-feira (14/3). Os sete jurados estão em uma sala secreta para decidir o destino do réu. A sentença do crime deve ser anunciada nas próximas horas.
Eles devem responder a seis quesitos formulados pelo juiz Leandro Cano, como se a vítima faleceu por afogamento, conforme laudo de exame de corpo de delito; se o réu praticou todos os atos executórios descritos na denúncia; se o jurado absolve o acusado; se o crime foi cometido por motivo torpe, em razão da insatisfação com o rompimento do relacionamento amoroso; se o crime foi cometido com emprego de meio cruel, decorrendo dos disparos efetuados em regiões não vitais do corpo humano, mormente com a nítida intenção de provocar na vítima sofrimento intenso e desnecessário; e se o crime foi cometido mediante a utilização de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, consistente na dissimulação.
Os últimos a discursarem e defenderem seus pontos de vista foram os advogados do réu, Ivon Ribeiro e Samir Haddad Jr. Segundo Ribeiro, não há evidências que possam comprovar a culpa de Mizael.
"Acusação sem prova não é nada. Absolutamente nada.", argumentou.
Haddad preferiu a linha de ataque à imprensa. "A cobertura da imprensa é uma das responsáveis pela condenação antecipada de Mizael. Ela (a imprensa) é o maior perigo para os advogados. Existe um frisson para prender o Mizael".
Leia mais notícias em BrasilAo total, foram ouvidas 11 testemunhas, entre elas
o irmão da vítima, Márcio Nakashima, o
delegado que comandou as investigações e determinou a prisão de Mizael e Evandro Bezerra da Silva, co-autor do crime, Antônio de Olim, e o
perito que analisou provas de que o acusado esteve na represa de Nazaré, em São Paulo, onde o corpo da jovem foi encontrado.
Os jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, devem decidir ainda nesta quinta (14) se Mizael Bispo é culpado ou inocente.
O julgamento começou na segunda-feira (11).
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