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Andadores infantis são reprovados por mães, médicos e Justiça Decisão de juíza gaúcha vale para todo o Brasil. Nenhum produto comercializado no país foi aprovado pelo Inmetro

Étore Medeiros

Publicação: 10/12/2013 08:22 Atualização: 10/12/2013 07:57

Joana, mãe de Maya, é contra o uso de andadores: 'Sou favorável ao desenvolvimento natural das crianças' (Janine Moraes/CB/D.A Press)
Joana, mãe de Maya, é contra o uso de andadores: "Sou favorável ao desenvolvimento natural das crianças"


Um despacho da Justiça gaúcha, da última sexta-feira (6/12), proibiu a venda de andadores infantis em todo o Brasil. A medida só entrará em vigor após a notificação das nove empresas rés no processo, o que deve ocorrer nos próximos dias. O despacho da juíza Lizandra Cericato Villarroel, de Passo Fundo(RS), determina que a comercialização dos equipamentos fique suspensa pelo menos até a criação de um modelo de certificação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Em agosto, o instituto testou a segurança dos andadores fabricados no país e reprovou todas as 10 marcas analisadas.

A ação que tramita em Passo Fundo é de iniciativa de uma associação de defesa do consumidor, mas surgiu a partir de uma solicitação do pediatra Rui Locatelli, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “Em 2009, atendi um caso em que a criança caiu do andador, fez uma hemorragia e um hematoma cerebral e morreu. Naquela época, fiz denúncia ao Ministério Público de Passo Fundo, que recomendou a não utilização do equipamento em escolas, creches e hospitais da cidade”, conta Locatelli. Pelo menos mais dois casos de morte relacionada ao uso do andador são conhecidos: um em Jequié (BA), em 2009, e outro em Belo Horizonte (MG), no ano passado.

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Joana Carvalho, mãe de Maya, de 6 anos, confessa que "de jeito nenhum" compraria um andador para a filha.“Sou favorável ao desenvolvimento natural das crianças”, explica a servidora pública, de 35 anos. Para ela, a ilusão de que o bebê está seguro no equipamento acaba levando ao descuido com a segurança da criança. “Só quem já cuidou de um bebê sabe que não dá para ficar atento 24 horas por dia. É muito fácil de se distrair”, argumenta. “É lógico que criança cai, isso é normal, mas no andador ela pega um embalo muito grande”, relata a gerente de vendas Cíntia Nogueira, de 36 anos, mãe de Isadora, de 6 meses, que também crescerá sem usar o aparelho.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Flávio B.
Os fisioterapeutas já afirmavam isto há mais de duas décadas! | Denuncie |

Autor: Thales Carvalho
Até concordo pela proibição devido à falta de parâmetros técnicos, mas será que as mães são tão tontas assim para precisar que um burocrata decida por elas o que é bom ou não? No mais, não conheço nenhum adulto que tenha tido problemas por ter andado de andador quando criança. | Denuncie |

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