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Cerca de 600 integrantes do MTST bloqueiam Avenida Paulista em protesto Segundo PM, manifestantes protestam contra a desapropriação em massa e o uso de dinheiro público na promoção de grandes eventos

Publicação: 11/12/2013 10:36 Atualização: 11/12/2013 12:02

Cerca de 600 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, participam de um protesto para reivindicar moradias populares, na Avenida Paulista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Cerca de 600 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, participam de um protesto para reivindicar moradias populares, na Avenida Paulista


Cerca de 600 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloquearam a Avenida Paulista, sentido Consolação, nesta manhã de quarta-feira (11/12). Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo, carros de som auxiliam o protesto, que é pacífico. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), 3 mil pessoas participam da manifestação.

Manifestantes protestam contra o uso de dinheiro público em grandes eventos, como a Copa da Mundo de 2014 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Manifestantes protestam contra o uso de dinheiro público em grandes eventos, como a Copa da Mundo de 2014


De acordo com a PM, o grupo protesta contra a desapropriação em massa que, segundo os manifestante, prejudica os que tem menor condições financeiras, e o uso de dinheiro público na promoção de grande eventos.

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"A prefeitura não tem atendido as ocupações em situação de despejo, não tem apresentado alternativa habitacional e congelou o bolsa-aluguel [não estão sendo incluídos novos beneficiários]", explicou Guilherme Boulos, integrante do MTST. Os manifestantes, que vieram de 12 ocupações das zonas sul e norte da cidade, devem sair em marcha até a prefeitura, no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo. Boulos explicou que um dos principais problemas para a viabilização de empreendimentos habitacionais é a falta de terrenos. "Mesmo nas ocupações em áreas municipais, a negociação tem sido extremamente difícil", avaliou. Ele citou como exemplo as comunidades Dona Deda e Capadócia, ambas na zona sul e criticou as recentes ações de despejo, como as que ocorreram na Vila Andrade e na Estaiadinha.

Após cobrar medidas do governo municipal, a manifestação segue para a sede da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo estadual, também no centro da capital paulista. Eles devem reivindicar, além da inclusão de novos beneficiários no programa de auxílio-moradia, mais recursos para o Programa Casa Paulista, similar ao Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

Boulos destaca que a bolsa aluguel é fundamental para o atendimento de famílias em maior risco, enquanto a situação não é resolvida em definitivo. Ele avaliou ainda que os reajustes crescentes nos valores dos aluguéis têm agravado o problema da moradia em São Paulo. "Propomos uma política de controle desses reajustes com base na inflação. É uma lei viável que precisa de enfrentamento do mercado imobiliário. Se os governos não fizerem isso, vamos continuar tento famílias expulsas, sendo obrigadas a fazer novas ocupações e logo serão despejadas", informou.

Com informações da Agência Brasil

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Anilton Moccio
A cidade de São Paulo, assim como a grande São Paulo, já esta lotada, não cabe mais ninguém faz tempo, e continua vindo gente, a única solução é que cada um fique em seu lugar de origem, por um período, tipo 10 anos, até tudo se ajeitar, depois reavalia a situação. | Denuncie |

Autor: Francisco Lima
O que estamos vendo no Brasil, hoje, não é o exercício pleno da democracia, mas sim um anarquismo crônico e desenfreado, sem comando e sem nenhum princípio jurídico que o controle. A Lei é para ser cumprida e obedecida. Coisa que não acontecesse no Brasil de agora. Cardozo onde tu estais? | Denuncie |

Autor: Francisco Lima
Enquanto nós brasileiros não acabarmos com essa república sindicalista, em excesso, não teremos paz e nem ordem no País. As Leis são elaborados para conceder direitos aos trabalhadores, mas não cobram deveres e nem tão-pouco obrigações. Meia dúzia de insurgentes param o Pais a todo momento. | Denuncie |

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