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Zona norte do Rio da Baixada Fluminense alagam e deixam moradores ilhados A Avenida Brasil, principal ligação da área central com os bairros das zonas norte e oeste, está fechada nos dois sentidos

Agência Brasil

Publicação: 11/12/2013 14:34 Atualização: 11/12/2013 14:38

 (Reprodução Agência Brasil)
O temporal que atingiu o município do Rio e a Baixada Fluminense com grande intensidade, desde a madrugada desta quarta-feira (11/12), provocou diversos problemas à vida normal dos moradores. A Avenida Brasil, principal ligação da área central com os bairros das zonas norte e oeste, está fechada nos dois sentidos, devido a um grande bolsão d'água, na altura do Trevo das Margaridas, em Irajá, na entrada para a Rodovia Presidente Dutra.

A situação também está muito complicada nos bairros da Pavuna e do Jardim América, na zona norte, onde centenas de pessoas estão ilhadas em casa. A Defesa Civil Municipal está usando botes infláveis para retirar os moradores e levá-los para pontos seguros. O Rio Pavuna transbordou. Em Manguinhos, na zona norte, também há moradores ilhados, sem poder sair de casa. A Defesa Civil está usando botes e tratores de grande porte para retirar as pessoas.

A Via Binário, na zona portuária, inaugurada recentemente para substituir a Avenida Perimetral, que já teve um trecho implodido e vai ser totalmente derrubada, ficou fechada nos dois sentidos, devido ao alagamento das pistas. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a região ainda está em obras e, por medida de precaução, foram instaladas bombas de sucção durante a noite passada, mas os equipamentos não deram vazão. "Mas isso não era para acontecer", disse Paes.

O prefeito pede à população que evite fazer grandes deslocamentos pela cidade, porque a chuva deu uma trégua agora, "mas ainda tem previsão de mais chuva durante o decorrer do dia". Paes disse que as sirenes do Sistema Alerta Rio da prefeitura soaram em quase 50 comunidades. Ele pede que quando a sirene for acionada, o morador procure pontos de abrigo.

De acordo com o prefeito, os moradores não devem, por conta própria, avaliar se a chuva está forte o suficiente ou não, assumindo o risco de esperar mais um pouco. "Nós temos técnicos e engenheiros que analisam os gráficos e o acumulado de chuva naquelas regiões, portanto, é para sair de casa quando a sirene for acionada na comunidade".

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O secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, disse que os trabalhos dos bombeiros estão concentrados, no primeiro momento, no socorro às vítimas de alagamento, principalmente nos bairros da Pavuna, de Acari, Anchieta, do Jardim América e, na Baixada Fluminense, nos municípios de Nova Iguaçu e São João de Meriti.

O secretário disse que em Anchieta, onde uma casa desabou e havia informações de que mãe e filha estariam soterradas, não procede. No momento do deslizamento, não havias ninguém em casa e não houve vítimas. O coronel disse que os bombeiros também salvaram um homem e uma mulher que ficaram parcialmente soterrados, devido a um deslizamento em Realengo, na zona oeste da cidade. "Foi um trabalho difícil, mas os dois foram retirados com vida", comemorou.

O secretário Sérgio Simões disse que a chuva deu uma trégua e a tendência é que as águas escoem, e então será feito um trabalho de defesa civil nos rios da Baixada Fluminense e da zona norte, os mais atingidos.

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