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Polícia indicia padrasto de Joaquim por homicídio qualificado Para os investigadores, todos os indícios apontam Guilherme Longo como autor do crime. A mãe, Natália, deve ser acusada de omissão

Étore Medeiros

Julia Chaib - i

Publicação: 20/12/2013 06:30 Atualização: 20/12/2013 09:44

Guilherme está preso temporariamente na Delegacia Seccional de Barretos desde o dia em que o corpo da criança foi localizado (Michel Filho/Agência O Globo)
Guilherme está preso temporariamente na Delegacia Seccional de Barretos desde o dia em que o corpo da criança foi localizado

Guilherme Raymo Longo, padrasto de Joaquim Ponte, de 3 anos, encontrado morto em 10 de novembro (veja Memória), foi indiciado ontem pela Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) por homicídio triplamente qualificado — por meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Guilherme está preso temporariamente na Delegacia Seccional de Barretos desde o dia em que o corpo da criança foi localizado. A mãe de Joaquim, Natália Mignoni Ponte, chegou a passar um mês na Cadeia Feminina de Franca, mas está em liberdade há uma semana, graças a um habeas corpus. Ela não deve ser apontada pela polícia como cúmplice nem coautora do crime.

Para o promotor Marco Tulio Nicolino, que acompanha o caso desde o início, no entanto, o Ministério Público (MP) deve indiciá-la por não ter protegido o filho do contato com o marido. “(Natália será indiciada), pelo menos, por omissão, por ter deixado um homem com características quase de um psicopata cuidar da criança. Mas ainda preciso ler o inquérito para tomar a decisão”, explica. A acusação pode ser entregue ao MP já na próxima semana e, a partir de então, o órgão terá cinco dias úteis para formular o indiciamento.

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O delegado Paulo Henrique Martins de Castro tem prazo até o início de janeiro para concluir o inquérito que, segundo um dos agentes que investiga o caso, ainda não está fechado. No mesmo prazo, a prisão temporária de Longo chegará ao fim e deve ser convertida em prisão preventiva. Nesse caso, ele terá de esperar pelo julgamento na prisão. Na próxima semana, será concluído o laudo da perícia que pode confirmar a hipótese do promotor e da polícia, de que Joaquim — que era diabético — morreu devido a uma superdosagem de insulina. Uma necrópsia já revelou que a criança não morreu asfixiada ou afogada, embora o corpo tenha sido encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos, a 150km da casa em que ele morava com a mãe e o padrasto, em Ribeirão Preto.

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