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"Toplessaço" atrai poucas mulheres dispostas a exibir os seios em Ipanema Apesar do pouco número de participantes, o toplessaço atraiu um grande número de curiosos e de profissionais de imprensa e serviu para despertar a discussão sobre o tema

Agência Brasil

Publicação: 21/12/2013 14:06 Atualização: 21/12/2013 14:34

O protesto marcado pelo Facebook tinha mais de 8 mil pessoas confirmadas, mas só seis mulheres tiveram coragem de exibir os seios na manhã deste sábado (21), na praia de Ipanema, na altura do Posto 9. O evento batizado de toplessaço foi organizado contra a repressão a uma atriz, no dia 14 de novembro, que posava para fotos de divulgação de uma peça, no Arpoador, quando foi abordada por Policiais Militares e obrigada a se cobrir.

 (Ricardo Moraes/Reuters)
Apesar do pouco número de participantes, o toplessaço atraiu um grande número de curiosos e de profissionais de imprensa e serviu para despertar a discussão sobre o tema. A argentina Natália Lorenzo, que mora no Brasil há dez anos, se surpreendeu com a curiosidade das pessoas.

“Acho que a repressão ainda é grande, por isso nós mulheres temos que vir fazer essas coisas. Na Argentina também é proibido, o que é ridículo. Isto aqui é uma manifestação, não é uma promoção, não estou aqui para me mostrar”, disse Natália, que pintou nas costas a frase “Este corpo é meu”.

A pensionista Olga Solon, de 73 anos, que atualmente mora em Portugal, decidiu apoiar o protesto, mostrando os seios. “Eu sou adepta de tudo, de topless, de praia de nudismo. O corpo não tem nada de mais. O Posto 9 sempre foi o reduto do topless. Eu moro na Europa e lá isso é perfeitamente normal”, disse Olga.



A estudante Carolina Jovino compareceu ao protesto e pintou em seu abdômen a frase com a pergunta “Liberdade ofende?”. “É o meu corpo e eu tenho total liberdade de mostrar. Eu não tenho porque esconder uma parte do corpo. Sinceramente, eu não sei porque isso ainda choca as pessoas. Queria que me dissessem por que o meu peito é mais obsceno que o peito de um homem?”, questionou Carolina, que cursa Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A comerciante Aparecida Gadelha foi uma das primeiras e retirar a parte de cima do biquíni. Ela fez questão de ressaltar que se tratava de um ato político e que as mulheres não estava se exibindo. “Nós não estamos aqui para aparecer. Você não aparece na Marques de Sapucaí quase pelada [no Carnaval]? Por que não podemos ficar de topless?”, questionou Aparecida.

 (Ricardo Moraes/Reuters)


Para a cineasta Ana Paula Nogueira, o protesto era uma forma de elevar o Rio ao que já acontece em outras partes do mundo. “Temos que tornar o Rio uma cidade mais cosmopolita, mais moderna. Vamos sediar as Olimpíadas e temos que ser como as outras cidades são no mundo. Por que não ser uma cidade moderna em termos de atitude?”, perguntou.

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Ela considerou que a baixa adesão ao protesto foi motivada pela repercussão negativa na rede social: “A agressividade dos homens e de algumas mulheres no Facebook foi uma coisa absurda. Mas esse assédio vai passar como já passou em outros lugares. Daqui a pouco, vai ser uma coisa natural”, disse Ana Paula, cercada por dezenas de fotógrafos, cinegrafistas e muitos curiosos, que insistiam em tirar fotos com celulares.

Alguns homens também decidiram participar do protesto e compareceram usando a parte de cima do biquíni, como forma de chamar a atenção para o assunto. “Eu acho que o ponto que as mulheres querem protestar é pela atitude não só dos homens, mas também de outras mulheres, em torno do corpo feminino. É isso que se quer desmistificar. Não há só uma violência física, mas também uma violência moral contra a mulher”, disse Renan Elias de Oliveira Carlo, estudante de química no Instituto Federal do Rio de Janeiro. O protesto ocorreu de forma pacífica e os policiais militares apenas ficaram observando de longe, sem intervir.

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: antonio santos
No Rio, onde as mulheres desfilam nuas no carnaval em plena avenida sobre carros alegóricos não podem ir a praia pegar um sol nos seios que aparecem um bando de "jornalistas" para fotografar. Nem parece uma cidade que se diz cosmopolita; mais parece uma corrutela cheia de hipócritas. | Denuncie |

Autor: Alessandro Santana
Num país onde tudo gira em torno de seios e bunda, infelizmente a mulher quer ser atração pelo corpo que tem. É uma pena que tenhamos que conviver com a imoralidade à nossa porta, pois a família e os bons costumes estão sendo adulterados pela pornografia, lascívia e imoralidade. Cristo breve vem!!! | Denuncie |

Autor: raimundo ribeiro
Não quero questionar a questão dos direitos das pessoas, mas acho que as mulheres deveriam se preservar mais para não perder o encanto. | Denuncie |

Autor: zeze filho
Vá embora para Europa Luiz. Bem que poderia ter um desses aqui em Brasília. Eu ia adorar e ser um grande curioso. | Denuncie |

Autor: luiz froes
Aqui no Brasil tudo é novidade, o povo atrasado na Europa isso é a coisa mais natural. | Denuncie |

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