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Musa critica a falta de apoio ao topless no Rio, em "Toplessaço" Ana Paula Nogueira, de 34 anos, ajudou a criar um novo grupo de apoio à descriminalização do topless nas praias cariocas para mostrar que o movimento não é uma piada

Rosana Hessel

Publicação: 27/12/2013 16:50 Atualização: 27/12/2013 16:57

Ana Paula: 'As mulheres foram mais machistas que os homens' (Tasso Marcelo/ AFP)
Ana Paula: "As mulheres foram mais machistas que os homens"
A cineasta Ana Paula Nogueira, de 34 anos, se define uma carioca que cumpre seus compromissos. Foi uma das 8 mil mulheres que confirmaram presença no “Toplessaço”, marcado para o último sábado, em Ipanema. Ela chegou cedo à famosa praia da Zona Sul e se assustou com a baixa adesão. “Das 11h até as 14h, não contei mais do que 10 mulheres”, disse. Ela ficou em evidência porque foi a primeira a tirar a parte de cima do biquini, depois que a repórter de um canal de TV praticamente implorou para fazer uma imagem que ilustrasse o ato de protesto. Na avaliação da cineasta, a reação contra o movimento na internet e o dia nublado desmobilizou até mesmo a organizadora do protesto, que chegou atrasada só tirou o sutiã “para uma foto rápida”.

“Quando cheguei, fiquei assustada porque não tinha ninguém de topless, nem a organizadora havia chegado. Como sou jornalista, falei para os fotógrafos esperarem mais um pouco, mas eles reclamaram e debocharam. Minha única ideia na hora era não derrubar a pauta de um movimento que eu considero importante”, disse Ana, que há quatro anos se dedicar ao cinema.
Ana se surpreendeu com a reação das mulheres na rua e na internet. “As mulheres foram mais machistas do que os homens. As críticas que eu recebi vieram delas. Isso me chocou muito. Enquanto os homens se preservam entre eles, as mulheres só se atacam. Essa postura precisa mudar”, criticou.

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A cineasta é uma pessoa engajada em várias causas sociais. Agora, participa de um grupo que está enviando ajuda às vítimas das enchentes no Espírito Santo. “Acho que tudo é importante. Cada um na sua área. Eu, infelizmente, não posso impedir a tragédia. Mas é possível agir paralelamente. Não é uma questão de se alienar. Há muitas coisas que precisam ser feitas no Rio, mas a cidade também precisa melhorar o comportamento. Isso é importante para todo o resto", disse.

Ela contou que ajudou a criar um novo grupo de apoio à descriminalização do topless nas praias cariocas para mostrar que o movimento não é uma piada. “Acabamos de enviar uma carta ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, para regulamentar uma lei que já existe e que libera o topless desde o ano 2000, e que crie zonas próprias para isso nas praias”, disse. O segundo passo será fazer o mesmo pedido ao governador do estado. “Se o Rio quer receber milhões de turistas estrangeiros na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, a cidade tem que se comportar com uma metrópole de primeiro mundo. Lá fora isso é natural. Vamos torcer para este ser o verão do topless”, completou.

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Autor: fabio ribeiro
A Ana Paula é corajosa! Relembrando Bertrand Russel, a verdade nua não entra em tribunais. Ali só tem lugar para a verdade vestida com os trajes da hipocrisia. Ana, continue a luta. Os moralistas de plantão temem a nudez! Que se danem com o seu falso moralismo... | Denuncie |

Autor: Adriana Silva
Esta senhora reclama da falta do apoio das mulheres para uma campanha para "botar os peitos de fora"! Ainda chama de machista as mulheres que não apoiam a "campanha"! Se isso fosse realmente importante para as mulheres que trabalham, estudam e tem mais o que fazer, com certeza elas teriam aparecido. | Denuncie |

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