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Dilma anuncia auxílio "ilimitado" para estados devastados pelas chuvas Em média, a resposta onera o estado em até 10 vezes mais do que a prevenção

Renata Mariz

Publicação: 28/12/2013 07:00 Atualização: 28/12/2013 07:16

Comerciantes contabilizam prejuízos no Espírito Santo. No estado, já são 23 mortos e 61.773 desabrigados  (ASI / Agência O Globo)
Comerciantes contabilizam prejuízos no Espírito Santo. No estado, já são 23 mortos e 61.773 desabrigados


Após sobrevoar Governador Valadares (MG) e Virgolândia (MG), a presidente Dilma Rousseff anunciou ajuda financeira “ilimitada” às cidades devastadas pelas chuvas neste fim de ano e classificou a visão que teve dos municípios mineiros como “impactante”. A despeito do alívio que investimentos emergenciais podem trazer às famílias que perderam tudo, os discursos de políticos diante da tragédia anunciada, que todo verão faz mortos e desabrigados no país, escondem uma incompetência histórica da gestão pública. O governo não consegue aplicar o orçamento que dispõe para prevenir os desastres responsáveis por 43 mortes só na última semana, sendo 20 em Minas Gerais e 23 no Espírito Santo.

A poucos dias de acabar o ano, o programa Gestão de Riscos e Respostas a Desastres, que tinha R$ 5,3 bilhões para serem aplicados em 2013, investiu 3,2 bilhões — o equivalente a 62% do total, já contando recursos pendentes de anos anteriores que só foram pagos no exercício atual. A baixa execução foi mostrada por reportagem do Correio no início do mês. O programa agrupou, a partir de 2012, as ações de prevenção e as de resposta aos desastres naturais, tornando mais difícil o acompanhamento das políticas. Uma série histórica anterior à mudança, porém, deixa claro que o foco do governo sempre foi remediar em vez de prevenir. Entre 2000 e 2011, enquanto R$ 10,2 bilhões foram gastos em emergência pós-desastre, só R$ 839,1 milhões acabaram aplicados em prevenção.

“São 10 vezes mais gastos com resposta do que com prevenção. Todo ano é a mesma coisa: o governo não consegue sequer aplicar os recursos do orçamento para, depois dos desastres, ter gastos ainda maiores, que poderiam ser minimizados, sem contar as vidas perdidas”, lamenta o economista Gil Castello Branco, fundador da organização não governamental Associação Contas Abertas. Segundo ele, o cenário dos desastres acaba sendo interessante para o jogo político, ao lembrar que parte do dinheiro prometido emergencialmente, muitas vezes, nem sai do papel. “Politicamente, é melhor aparecer na hora da resposta do que na hora da prevenção”, afirma.

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Francisco Vieira
Só se for nas chuvas de 2014... | Denuncie |

Autor: Paulo Costa
Enquanto uns utilizam aviões p/implantar cabelos/ir à casamentos/festas, usam helicópteros de salvamento em campanha política, recebem p/não trabalhar...nossos militares, c/ remunerações de fome/desvalorizados, deslocam-se em aviões, helicópteros, caminhões...p/atender nossa população desassistida. | Denuncie |

Autor: Paulo Costa
Chamem aqueles que sempre estiveram prontos para socorrer a população, os militares, apesar das campanhas difamatórias dos "esquerdopatas", desvalorização crescente desses profissionais, "sucateamento"...Eles estão sempre prontos para socorrer a Nação e povo quando necessitam. Ave Forças Armadas!!! | Denuncie |

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