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Forças federais intervêm para controlar conflitos entre índios e não índios Desaparecimento de três homens na região dos tenharim foi estopim. Índios acusam madeireiros

Étore Medeiros

Publicação: 29/12/2013 07:00 Atualização: 28/12/2013 20:55

Incêndio em barraco de madeira durante conflito nas terras dos índios Tenharim. Prédios, carros e barco foram queimados por vândalos no local (Facebook/Divulgação)
Incêndio em barraco de madeira durante conflito nas terras dos índios Tenharim. Prédios, carros e barco foram queimados por vândalos no local


Foi iniciada ontem uma força-tarefa para encontrar os três homens desaparecidos desde 16 de dezembro, no sul do Amazonas. Embora ainda não tenha localizado nenhum deles em terras indígenas, o esforço do governo federal teve um primeiro efeito prático: o apaziguamento dos ânimos no município de Humaitá. A presença de efetivos da Polícia Federal (PF), Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal, além de um reforço de policiais militares, evitou a repetição das cenas de destruição vistas nos últimos dias, quando veículos, um barco, o prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e outras estruturas foram incendiados por vândalos. Instalações de cobrança de pedágio do povo indígena tenharim também foram destruídas. Moradores da região acusam os índios do suposto sequestro e assassinato de Aldeney Ribeiro Salvador, Stef Pinheiro de Souza e Luciano Ferreira Freire. O trio foi visto pela última vez ao sair de Humaitá rumo à cidade vizinha, Manicoré.

As terras da etnia são cortadas pela BR-230, a Transamazônica, e desde 2006 os índios cobram pedágio dos motoristas que cruzam as áreas demarcadas. “O povo de Humaitá já tem uma mágoa em relação a essa questão do pedágio. Com a outra situação, do desaparecimento na região dos índios tenharim, houve um acirramento dos ânimos”, explica o prefeito de Humaitá, José Cidenei Lobo (PMDB). De acordo com o político, os efetivos federais não têm prazo para deixar a região, mas devem permanecer até que “haja tranquilidade”. “Não são todos que devem ter cometido o suposto assassinato. Tem índio bom e tem índio ruim, assim como tem brasileiro bom e mau”, argumenta Lobo.

Ivanildo Tenharim, liderança da aldeia Bela Vista, é um dos mais de 130 índios que estão sob proteção nas instalações do 54º Batalhão de Infantaria de Selva, em Humaitá. “A principal reivindicação é retornar para a aldeia com segurança e fazer a proteção na reserva”, explica. Ansioso para voltar para casa, Ivanildo alerta: “Até agora, não revidamos. Se ferirem algum indígena, vai ter revide”. Sobre os desaparecidos, Ivanildo diz não ter ideia de onde eles estão, e explica a cobrança feita pela etnia na rodovia. “Na linguagem do branco é pedágio, mas pra gente é compensação pelos danos ambientais, sociais e culturais na época da construção da Transamazônica.”

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Autor: Leonardo Victor
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