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Comércio da Mangueira amanhece parcialmente fechado após protestos A reação começou depois que um jovem da comunidade foi baleado por policiais militares durante ação da Unidade de Polícia Pacificadora da Polícia Militar

Agência Brasil

Publicação: 06/01/2014 14:15 Atualização:

O Morro da Mangueira, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, amanheceu nesta segunda-feira (6/1) com o comércio parcialmente fechado, no dia seguinte às manifestações de moradores contra a violência policial, na noite de ontem. A reação começou depois que um jovem da comunidade foi baleado por policiais militares durante ação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Polícia Militar (PM).

No protesto, os moradores queimaram um ônibus e interditaram por algumas horas a Rua Visconde de Niterói, que passa em frente à favela. Além de ter o comércio afetado, a Mangueira amanheceu com o policiamento reforçado por policiais de outras UPPs e do Batalhão de Policiamento de Choque da PM.

Os manifestantes dizem que os policiais agem com violência durante as operações na favela. "Eles entram aqui com a maior truculência e humilham os moradores. Estamos cansados de sermos tratados assim", disse uma moradora que não quis se identificar.

Welington Sabino Vieira, de 20 anos, foi baleado em um tiroteio entre policiais e criminosos no último sábado (4) na comunidade da Mangueira, na zona norte da cidade, segundo a assessoria de imprensa da UPP. Ele morreu ontem (5) no Hospital Municipal Souza Aguiar, na região central da cidade.

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De acordo com a polícia, no início da noite do último sábado, uma equipe da UPP da Mangueira estava em patrulhamento na localidade conhecida como Olaria quando criminosos viram os policiais e atiraram.

Welington levou dois tiros e chegou a ser encaminhado para o hospital. Um policial também foi ferido no quadril e socorrido no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). A polícia informou que Welington estava com uma pistola e um carregador.

Outro morador que não quis se identificar disse que o rapaz não era criminoso. "Ele era trabalhador, nós o conhecíamos. Em vez de chegarem aqui e matarem pessoas trabalhadoras, eles deveriam cuidar da luz, do esgoto e da água, que já estão em falta faz alguns dias", disse.

Abalada, a mãe de Wellington, que tem mais dois filhos e não quis revelar seu nome, disse que o rapaz não era criminoso e que trabalhava como camelô. "Ele era quieto, calado, não fazia mal para ninguém. Eu vi o meu filho sendo atingido e sendo levado pelos policiais para o hospital. O sentimento agora é de muita tristeza", disse.

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