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Papa Francisco nomeia arcebispo do Rio de Janeiro como novo cardeal Brasileiro está entre os 16 primeiros cardeais eleitorais com menos de 80 anos de idade anunciados neste domingo

France Presse

Publicação: 12/01/2014 10:00 Atualização: 12/01/2014 17:16

Os dois religiosos na Favela Varginha, no Rio, durante a visita do pontífice ao Brasil ( AFP PHOTO / TASSO MARCELO )
Os dois religiosos na Favela Varginha, no Rio, durante a visita do pontífice ao Brasil

Cidade do Vaticano
- O papa Francisco anunciou neste domingo a criação dos dezesseis primeiros cardeais eleitores - com menos de 80 anos - de seu pontificado, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. Além do brasileiro, Francisco nomeou outros quatro novos eleitores latino-americanos, de Argentina, Chile, Haiti e Nicarágua, quatro italianos, dois europeus (um alemão e um britânico), um canadense, dois africanos (Costa do Marfim e Burkina Faso) e dois asiáticos (Coreia do Sul e Filipinas).

Além do brasileiro, Francisco nomeou outros quatro latino-americanos, quatro italianos, dois europeus, um canadense, dois africanos e dois asiáticos (REUTERS/Stefano Rellandini)
Além do brasileiro, Francisco nomeou outros quatro latino-americanos, quatro italianos, dois europeus, um canadense, dois africanos e dois asiáticos


Francisco também nomeou outros três cardeais eméritos, sem poder de voto em caso de conclave para eleger um novo pontífice, de Itália, Espanha e Santa Lúcia.

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O anúncio foi feito ao término do Ângelus dominical a partir da janela do Palácio Apostólico diante dos milhares de peregrinos presentes na Praça de São Pedro. Os 19 novos cardeais receberão o barrete e o anel cardinalício no dia 22 de fevereiro no Vaticano, no primeiro consistório do pontificado de Francisco. Dos 16 com direito a voto no conclave, doze são arcebispos a cargo de cidades grandes e apenas quatro trabalham na Cúria romana, a administração central.

O Papa argentino, que defende uma igreja pobre para os pobres, designou personalidades provenientes de comunidades esquecidas e periféricas, como ele mesmo define, entre eles os arcebispos de Haiti, Chibly Langlois, Costa do Marfim, Jean-Pierre Kutwa, e Burkina Faso, Philippe Nakellentuba Ouédraogo.

Os novos cardeais latino-americanos são o nicaraguense Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Manágua, o argentino Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires e seu sucessor na liderança da igreja de seu país, e o chileno Ricardo Ezzati Andrello, arcebispo de Santiago do Chile, além do haitiano Langlois e do brasileiro Dom Orani Tempesta.

Entre os novos nomeados com direito a voto também figuram o italiano Pietro Parolin, ex-núncio na Venezuela e atual secretário de Estado, ou seja, número dois, o guardião do dogma, o conservador alemão Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e o italiano Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo de Bispos, homem de confiança de Francisco, que prepara as grandes assembleias de bispos que serão realizadas em 2014 e 2015, e que deverão mudar a cara da instituição.

Outro italiano, Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, também receberá o anel e o barrete cardinalícios.

Por fim, completam a lista de novos cardeais eleitores o britânico Vincent Gerard Nichols, o canadense Gérald Cyprien Lacroix, o sul-coreano Andrew Yeom Soo jung, o filipino Orlando B. Quevedo e o italiano Gualtiero Bassetti.

Já entre os três cardeais eméritos nomeados, que não poderão votar no conclave por terem mais de 80 anos, figura o espanhol Fernando Sebastián Aguilar, emérito de Pamplona e uma das figuras mais progressistas da igreja espanhola, exemplo de religioso que não entra nos jogos de poder existentes na Igreja.

Junto a ele receberá o título de cardeal emérito o italiano que foi o secretário pessoal de João XXIII, Loris Capovila, e Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries, Santa Lúcia.

Com as novas criações, o número de membros do Colégio Cardinalício se eleva a 218, dos quais 122 são eleitores em caso de um conclave para eleger um novo Papa.

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