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Correios informam que não haverá alterações no plano de saúde Os trabalhadores dizem que não há segurança de que uma taxa não seja cobrada futuramente e estão em greve em 14 localidades

Agência Brasil

Publicação: 31/01/2014 19:42 Atualização:

Os Correios divulgaram nesta sexta-feira (31/1) uma nota de esclarecimento na qual informam que não haverá mudança no atual plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde. Esse foi o motivo pelo qual funcionários entraram em greve ontem. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) alega que foram feitas mudanças no plano de saúde que levariam a uma possível cobrança de mensalidade, o que não ocorre atualmente.

A nota dos Correios esclarece: "Nenhuma mensalidade será cobrada, os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado. Todas as condições vigentes do CorreiosSaúde serão mantidas, os percentuais de co-participação não serão alterados e os trabalhadores dos Correios não terão custos adicionais".

O desentendimento vem desde abril do ano passado, quando foi criado o Postal Saúde, caixa de assistência que, de acordo com a Fentect, representa a privatização do convênio médico, o CorreiosSaúde. Estimativa da Fentect é que a estrutura do Postal Saúde custe R$ 120 milhões, a serem bancados não pelos Correios, mas pelos empregados.

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Os Correios negam essa versão e dizem que o atual plano será mantido. A alteração foi feita na gestão. No entanto, ao contrário do que dizem os trabalhadores, ela não foi terceirizada. A Postal Saúde é "patrocinada e mantida pelos Correios". A estatal também alega que está cumprindo o que foi definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no ano passado, não fazendo alterações no plano de saúde.

Os trabalhadores dizem que não há segurança de que uma taxa não seja cobrada futuramente e estão em greve em 14 localidades. A Bahia recentemente aderiu o movimento. Além do estado, estão em greve: Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Piauí, Amazonas, Paraná, Ceará, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Vale do Paraíba, Campinas e São José do Rio Preto. Segundo a Fentect, nessas localidades, a paralisação atinge de 70% da área operacional, da qual fazem parte os carteiros.

"Não houve diálogo e não há esclarecimento", diz o diretor da Fentect, James Magalhães. A Fentect entrou com uma ação no TST, mas, segundo a entidade, o julgamento foi adiado quatro vezes. "A greve é também para pedir o julgamento", acrescenta. A entidade acredita que outras localidades também entrem em greve. Estão marcadas assembleias até terça-feira (4/2) em Roraima, Alagoas e Sergipe.

Os Correios enviaram o documento oficial enviado pela Postal Saúde à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Uma das claúsulas diz que a operação "deverá manter integralmente as condições vigentes dos contratos adquiridos, sem restrições de direitos ou prejuízos para os beneficiários". "Fica vedado o estabelecimento de quaisquer carências adicionais nos contratos adquiridos".

Segundo a empresa, nesta sexta-feira, a empresa está funcionando normalmente com 95,35% do efetivo total da empresa trabalhando, o que corresponde a 119.591 empregados — a aferição de presença é feita por meio de sistema eletrônico. "Todas as agências estão abertas e todos os serviços estão disponíveis". Nas localidades onde há paralisação, segundo a estatal, os Correios implantaram plano de contingência e estão garantindo o funcionamento normal das atividades.

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