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CNBB aponta falência do sistema carcerário brasileiro e cobra reforma Em entrevista coletiva, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich, disse que a falência do sistema prisional brasileiro é sustentada por uma política de encarceramento em massa

Agência Brasil

Publicação: 06/02/2014 14:34 Atualização:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira (6/2) nota em que manifesta repúdio aos fatos ocorridos desde o início do ano no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. No comunicado, a CNBB destaca a falência do sistema carcerário brasileiro e cobra uma reforma urgente nos presídios de todo o país.

“É lamentável que o Estado e a sociedade só tenham olhos para a situação carcerária quando os presídios são palco de cenas estarrecedoras, como as do Maranhão. Nesses casos, as soluções emergenciais propostas não enfrentam os problemas nas suas raízes, nem levam às reformas estruturais que requer o atual sistema penitenciário”, acrescenta a nota.

Em entrevista coletiva, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich, disse que a falência do sistema prisional brasileiro é sustentada por uma política de encarceramento em massa. Ele lembrou que, dos mais de 500 mil presos no país, cerca de 40% aguardam julgamento e milhares de outros milhares estão com penas já vencidas.

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“Não se trata de números, mas de pessoas presas. Quase sempre, quando temos dados, temos números, não temos rostos”, ressaltou. “Nossas prisões não possibilitam uma vida digna e uma reinserção social”, completou.

Durante a cerimônia, a Igreja lançou, em parceria com a Cáritas Brasileira, uma campanha de solidariedade ao povo sírio. O presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno, ressaltou que mais de 6 milhões de pessoas tiveram de ser deslocadas internamente na Síria por causa da situação de guerra civil que o país vive desde 2011, enquanto 2 milhões se refugiaram em países vizinhos.

“A situação exige de nós um gesto concreto de solidariedade para com eles. Fazemos esse apelo a toda a população do Brasil”, afirmou dom Damasceno. As informações sobre como fazer as doações podem ser encontradas no site da Cáritas.

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Autor: Douglas Oliveira
Cadeia não é colônia de férias. A pessoa vai pra lá para pagar suas dívidas pelos crimes que cometeu. Eu devo concordar que o sistema é precário e sucateado, pois os presídios deveriam realmente restringir a liberdade, mas até ligação da cela os caras fazem. | Denuncie |

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