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Fiéis denunciam e falso padre é preso depois de missa em Minas Gerais Pessoas que assistiram a celebração feita pelo jovem de 26 anos estranharam o comportamento dele. O homem confessou que não era padre e acabou liberado pela polícia

João Henrique do Vale - Estado de Minas

Publicação: 07/02/2014 19:35 Atualização:

Uma missa celebrada de forma diferente chamou a atenção de fieis em Passos, na Região Sul de Minas Gerais, na noite de quinta-feira. O padre fazia uma celebração na Paróquia da Penha, mas sem seguir os padrões usados por outros sacerdotes. Por este motivo, algumas pessoas acionaram a Polícia Militar. Ao ser questionado, o jovem de 26 anos não apresentou a carteira de identidade religiosa e confessou não ser padre. Ele foi encaminhado à delegacia onde foi ouvido e liberado na tarde desta sexta-feira. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.

Ernildo Quirino da Silva contou à polícia que fez um curso de teologia no Instituto Santo Tomás de Aquino, no Bairro Nova Granada, Região Oeste de Belo Horizonte, entre 2010 e 2011. Porém, não concluiu os estudos. “Depois ele tentou entrar na Diocese de Nazaré da Mata, em Pernambuco, mas não conseguiu”, explica o delegado Marcos Pimenta, da delegacia de Passos.

No final de janeiro, o jovem foi a passeio para Aparecida, cidade religiosa no interior de São Paulo, para conhecer alguns pontos turísticos. Depois, veio para Minas, onde foi à cidade de Passos para conhecer a capela da Penha. “Ele contou que queria conhecer a capela que é histórica e octogonal. Nisso, fez contatos com autoridades religiosas e se apresentou como padre. Por fim, acabou convidado para celebrar missas na Igreja Matriz e na Arquidiocese da Penha”, diz o delegado.

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Ao todo, o jovem realizou três missas. A primeira cerimônia foi realizada na companhia de um padre e outras duas sozinhos. Nessa quinta-feira, os fiéis desconfiaram da forma como ele conduzia a celebração. “Alguns fiéis começaram a questionar na cidade os comportamentos dele. Todos diziam que estava diferente do comum. Ontem (quinta-feira), resolveram chamara a polícia”, diz Pimenta.

A Polícia Militar foi até a Paróquia da Penha e encontrou o jovem. Os militares pediram o documento de identificação, que foi apresentado por Ernildo. “Mas, quando pediram o documento religioso, usado por todos os padres, ele disse que não tinha e acabou confessando que não era padre”, comenta o delegado.

Ernildo foi encaminhado para a delegacia ainda na noite de quinta-feira onde prestou depoimento e foi liberado. Nesta sexta-feira, voltou a ser ouvido. “À princípio o que ele fez foi para satisfazer os desejos próprios de celebrar uma missa. A Polícia Civil vai instaurar inquérito policial para investigar o caso. Não descartamos nada. Pode ser que ele estava com a intenção de roubar alguma peça das igrejas que tem muito valor no mercado. Mas, isso tudo será apurado”, explica Pimenta. Conforme o delegado, o jovem não recebeu nenhum dinheiro pelas celebrações.

Na próxima semana, alguns fiéis serão convocados para prestar depoimento. O jovem acabou liberado nesta tarde. Segundo o delegado, ele pode ser autuado por falsidade ideológica.

O em.com.br tentou entrar em contato com o padre responsável pela Paróquia da Penha, mas ele não foi encontrado para comentar o assunto.

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