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Homem que atirou rojão e feriu cinegrafista no Rio seria ligado a deputado Tatuador disse que tentará identificar o outro suspeito

Publicação: 10/02/2014 08:01 Atualização: 10/02/2014 08:34

Ainda sem identificar o suspeito que atirou o rojão contra um cinegrafista da TV Bandeirante na última quinta-feira durante um protesto no centro do Rio de Janeiro, a polícia deve apurar se o rapaz que aparece nas imagens tem ligação com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSol). À polícia, Marcelo Mattoso, estagiário do advogado que defende o suspeito já preso, Jonas Tadeu Nunes, disse que recebeu ligações da manifestante Elisa Quadros, apelidada de Sininho, nas quais ela teria dito que o suspeito conhece o parlamentar. Sininho, que também já foi presa em outro protesto no Rio, também teria oferecido ajuda jurídica a Raposo.

Defesa quer que Fábio Raposo (de branco) responda por lesão corporal grave em vez de tentativa de homicídio (Simone Marinho/Agência O Globo)
Defesa quer que Fábio Raposo (de branco) responda por lesão corporal grave em vez de tentativa de homicídio


O deputado, por sua vez, negou conhecer o homem que acendeu o rojão, em entrevista ao Fantástico. Ele confirma ter recebido ligações da ativista, mas diz que Sininho telefonou para solicitar ajuda ao rapaz por temer que Raposo pudesse ser torturado na prisão. “É uma das histórias mais absurdas que já vi. Primeiro quero dizer que sou radicalmente contra qualquer forma de violência, seja de manifestante, seja da polícia. (...) Não tenho a menor ideia de quem foi o responsável por aquela ação que vitimou o Santiago, que é uma pessoa conhecida e querida de nós”, disse Freixo. Já o delegado Maurício Luciano, que chamará Sininho para depoimento e não descarta intimar Freixo, afirma que ainda é necessário apurar a declaração do estagiário. “É muito prematuro fazer qualquer tipo de afirmação”, avaliou. O advogado de Raposo confirma a ligação de Sininho. “Essa moça que eu não conheço perguntou meu nome. Eu dei o nome e ela alegou que estava ligando a mando do deputado e oferecendo uma equipe de criminalista para defender o rapaz, o Fábio. E que o outro menino também era companheiro dela”, afirmou Jonas Tadeu.

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Preso na manhã de ontem, o tatuador Fábio Raposo, 22 anos, que manuseou o rojão que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes na última quinta-feira durante um protesto no centro do Rio de Janeiro, aceitou colaborar com a polícia. Raposo já tinha admitido ter participado da ação, mas negava conhecer o coautor do crime, que continua foragido. Ontem, entretanto, ele disse que já tinha visto o rapaz em outras manifestações. O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade continuava hospitalizado em estado muito grave até o fechamento desta edição.

De acordo com o delegado Maurício Luciano de Almeida Silva, o tatuador disse que tentará identificar o outro suspeito. “Na questão da delação premiada, a princípio, ele concordou em colaborar e verá se há possibilidade de identificar a pessoa, porque ele diz não saber o nome, mas pode reconhecê-la. Ele já viu o rapaz em manifestações, mas disse que não é do círculo de amizades dele. Tanto ele não tem contato íntimo como desconhece seus dados qualificativos”, disse o delegado.

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Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: Rosemberg de Oliveira Silva
Talvez a condenação de Rafael Raposos seja prejudicial demais a campanha de alguns deputados que já estudam uma estrategia politica para esse ano, ou de fato não damos importância minima com um companheiro de imprensa e continuamos aquecendo o ibope com sua tragedia.O que nos tornamos? | Denuncie |

Autor: Rosemberg de Oliveira Silva
Engraçado que não havia nome do autor do crime cometido ao cinegrafista Santiago, mas com sua morte apareceram os mascarados, me pergunto o que esta acontecendo com a justiça , será que ela se sente bem em condenar pessoas sem nenhuma prova concreta. | Denuncie |

Autor: Rosemberg de Oliveira Silva
Se não é a vontade popular que governa o pais , ainda somos servos de um rei, e suas intenções são diferentes ao comum do povo.Agora usar o nome de manifestantes para produzir campanha politica isso é absurdo. | Denuncie |

Autor: Rosemberg de Oliveira Silva
O inimigo não é o manifestante é sim pessoas que lideram esse movimento.Antes era por menor preço no transporte publico, ou ainda pela reforma politica , é agora seria o q?Mais campo de trabalho para os parlamentares controlarem , vejo que o Brasil vive um dilema, Democracia ou monarquia? e no fim um | Denuncie |

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