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Programa Mais Médicos vira ponte de profissionais cubanos com Miami De quatro médicos da ilha que abandonaram a iniciativa do governo federal, pelo menos, dois já estão abrigados nos EUA

Julia Chaib - i

Publicação: 13/02/2014 06:02 Atualização: 13/02/2014 07:58

Casos de deserção vieram à tona após Ramona Rodriguez fugir de Pacajá  (PA) e abandonar o programa ( AFP PHOTO/Beto BARATA )
Casos de deserção vieram à tona após Ramona Rodriguez fugir de Pacajá (PA) e abandonar o programa


Pelo menos dois de quatro profissionais de Cuba que abandonaram o programa Mais Médicos estão em Miami, segundo a organização não-governamental (ONG) Solidariedade Sem Fronteiras (SSF). A ONG informou que, além de Ortelio Jaime Guerra, cuja deserção foi divulgada na segunda-feira, o médico José Armando Corzo Gomez está nos Estados Unidos. A organização, que ajuda cubanos a deixarem missões pelo mundo, conta que há pelo menos outros quatro médicos da ilha que pediram ajuda para sair do Brasil.

José Armando está entre os 89 profissionais que não compareceram ao trabalho nos últimos dias, mas não comunicaram oficialmente ao Ministério da Saúde o desligamento do Mais Médicos. A relação foi divulgada ontem pela pasta, que deu prazo para que o grupo, composto por 80 brasileiros, quatro cubanos e outros cinco estrangeiros, se pronuncie antes de efetivar o desligamento deles. Corzo atuava em Timbiras (MA), entrou no programa em novembro, mas deixou o local em janeiro. Já Ortelio trabalhava em Pariquera Açu (SP) e deixou o Mais Médicos na última semana. Na madrugada de segunda-feira, o médico postou uma mensagem em uma rede social dizendo que havia chegado aos Estados Unidos.

Para chegarem ao solo norte-americano, os cubanos buscam um visto humanitário chamado Cuban Medical Professional Parole (CMPP), criado pelo governo George W. Bush, em 2006. Além de ajuda para conseguir o documento, o Solidaridade sem Fronteiras oferece outros auxílios. “Prestamos ajuda financeira e jurídica”, disse a secretária da organização, Claudete Fernandes. O presidente da SSF, Julio Cesar Alfonso, diz ter cerca de 4 mil cubanos de missões da Venezuela e Bolívia em Miami.

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