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Advogado ameaça deixar caso se depoimento de Caio não for anulado "Na minha opinião os dois estavam juntos. Todos os atos frente a frente. Não tem essa de quem tem culpa maior ou culpa menor", disse o advogado

Agência Brasil

Publicação: 13/02/2014 20:55 Atualização: 13/02/2014 21:00

O advogado Jonas Tadeu Nunes que representa Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, suspeitos de acender e jogar o rojão que provocou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, disse que pensou em deixar a defesa dos clientes ao achar que a polícia estava apontando o inquérito para a culpa de um dos dois. Para o advogado, os dois atuaram juntos na ação que provocou a morte do cinegrafista. “Na minha opinião os dois estavam juntos. Todos os atos frente a frente. Não tem essa de quem tem culpa maior ou culpa menor”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Jonas Tadeu informou que, por enquanto, pretende se reunir nesta sexta-feira (14/2), pela manhã, com o delegado Maurício Luciano, responsável pelo inquérito sobre a morte de Santiago Andrade. Ele quer saber porque Caio Silva de Souza prestou depoimento nessa quarta-feira (12/2) ao delegado Fábio Pacífico, que também atua no caso, na Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, onde está preso, depois de ter informado que só falaria em juízo. Se o depoimento for incluído no inquérito o advogado se afastará do caso.

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“Se existir um conflito entre Caio e Fábio vai atrapalhar a linha de defesa que estou pensando para desclassificar a ação que o delegado vai dar ao caso. Não quero trabalhar no sentido de um acusar o outro. Os dois têm que estar no mesmo raciocínio de defesa. Se existe uma colisão entre um e outro, é como se um pai fosse escolher entre um filho e outro. Ganhei a compaixão pelo Caio. Tenho compaixão e amizade pelo Fábio, então como vou escolher um para brigar com o outro? Eu não faria isto, mas graças a Deus isso não vai acontecer porque eles vão permanecer tranquilos quanto a isso”, analisou.

Para Jonas Tadeu, o depoimento sem a presença do advogado é ilegal porque violou um preceito constitucional e, por isso, pretende pedir a anulação do termo de declaração. “Isso gerou um constrangimento ilegal, violou uma norma legal. Amanhã estou entrando com uma medida judicial, um habeas corpus para trancar o inquérito”, explicou.

Em entrevista, na tarde de nesta quinta-feira (13/2), o delegado Maurício Luciano disse que foi o próprio Caio quem pediu para fazer o depoimento e que o advogado não foi chamado dado a urgência, uma vez que o suspeito ia ser recolhido ao presídio. Já o advogado informou que Caio não tinha manifestado, para ele, a vontade de fazer um depoimento. “O garoto está acuado dentro da prisão. O que o levou a chamar o delegado e prestar depoimento, quando eu dei todas as garantias a ele para se reservar com o direito de prestar os esclarecimentos em juízo?”, questionou.

O advogado também não tinha conhecimento de que uma testemunha confirmou hoje em depoimento formal à polícia ter recebido, por volta de 19h30, uma ligação de Caio no dia em que o cinegrafista foi atingido pelo rojão. Nela, segundo a testemunha, disse o delegado, Caio ofegante disse que fez uma besteira e matou um homem. “Isso a gente vai saber se é verdade ou não. É muito estranho. Nunca me falou isso”, completou Jonas Tadeu.

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Autor: raimundo ribeiro
A pizza já começa a tomar seu formato. Um dado curioso nesse caso é que no inicio ninguém se conhecia e agora até o advogado é o mesmo para defender os dois acusados. Esquenta o forno que a pizza está quase pronta. | Denuncie |

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