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Desativação do Campo de Marte só ocorrerá se houver substituto A intenção é incentivar a urbanização da região

Agência Brasil

Publicação: 13/02/2014 21:00 Atualização:

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, disse nesta quinta-feira (13/2) que a desativação do Campo de Marte para a aviação só ocorrerá se houver a construção de aeroportos que absorvam a movimentação do aeroporto, na zona norte da capital paulista.

“Se não tivermos uma alternativa de oferta para cumprir a obrigação de garantir conforto, segurança e tranquilidade aos passageiros, não podemos pensar em desativar”, disse o ministro Moreira Franco após se reunir com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Gustavo do Vale, para tratar do assunto.

A desativação do Campo de Marte para aviões foi sugerida no Plano Diretor da cidade, apresentado no ano passado pela prefeitura. Apenas os helicópteros continuariam a utilizar o aeroporto. A intenção é incentivar a urbanização da região.

“Já temos dois aeroportos executivos, privados, que estão sendo debatidos em São Paulo. Um deles em São Roque, que irá servir à capital, e ele já está com toda sua documentação ambiental junto a prefeitura regularizada. E existe outro no rodoanel [Mário Covas], que já está em discussão”, disse o ministro.

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Campo de Marte, administrado pela Infraero, tem movimentação de 430 mil passageiros por ano, e atende aviões e helicópteros. As atividades operacionais são essencialmente de aviação executiva, de escolas de pilotagem e do Serviço Aerotático das Polícias Civil e Militar. Hoje, tem 119 funcionários da Infraero e emprega 3 mil pessoas direta ou e indiretamente.

De acordo com o presidente da Infraero, a empresa deixará de receber recursos “significantes”, caso o Campo de Marte seja desativado para aviões. “Não sei hoje qual é o resultado [financeiro do aeroporto]. Mas é um resultado significativo. No entanto, Guarulhos era significativo, Brasília era significativo, Galeão também, e nada disso impediu que a União optasse por entregar esses aeroportos à iniciativa privada. E pode fazer a mesma coisa, entregando o Campo de Marte à prefeitura de São Paulo”, disse Gustavo do Vale.

Segundo o presidente da Infraero, de dois a três anos são necessários para que os novos aeroportos estejam prontos e substituam o Campo de Marte. “Tem de ficar muito claro que o Campo de Marte tem cerca de 317 vagas em hangares, mais 217 vagas para aeronaves e helicópteros nos pátios, quase 500 aeronaves no total, e não podemos deixar que esse comércio esteja sem local para operações”, disse.


A prefeitura de São Paulo foi procurada pela Agência Brasil, mas não se manifestou até o fechamento da matéria.

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