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Figueiredo diz que troca de ofertas para acordo Mercosul-UE não vai demorar Dois lados haviam fixado o fim do ano passado como prazo final para a troca de listas com os itens que estariam dispostos a liberar para importações

Agência Brasil

Publicação: 18/02/2014 16:15 Atualização:

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, informou nesta terça-feira (18/2) que o processo de troca de listas de ofertas entre os países do Mercosul e da União Europeia (UE) para a viabilização de um acordo de livre comércio entre os blocos está em fase avançada e que, apesar de ambos os lados precisarem de mais tempo para definir suas listas, essa troca não deverá demorar.

"Estamos na fase final. Temos estado em constante contato com o lado europeu para que a troca de ofertas ocorra o mais rápido possível", informou Figueiredo.

Os dois lados haviam fixado o fim do ano passado como prazo final para a troca de listas com os itens que estariam dispostos a liberar para importações. Esperava-se que as negociações fossem definidas na reunião de cúpula dos países do bloco, que deveria ter ocorrido em dezembro e foi transferida para janeiro, depois para fevereiro e, agora, adiada sem previsão. Segundo o chanceler brasileiro, não há como precisar datas porque a questão depende de ambos os lados.

De acordo com o chanceler do Reino Unido, William Hague, que está no Brasil desde ontem para compromissos até amanhã em Manaus, Brasília e São Paulo, disse que o país é um forte defensor do acordo de livre comércio entre os blocos.

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Em relação ao acordo, o Mercosul reivindica a retirada dos subsídios agrícolas pelos países europeus. A União Europeia quer a retirada de barreiras protecionistas a produtos industrializados pelos países sul-americanos.

Para que os blocos montem sua proposta, cada país faz consultas internas com os respectivos setores produtivos para decidir quais áreas são menos sensíveis à abertura comercial. Finalizado o processo interno, os países remetem suas listas de setores que terão liberalização de tarifa para aprovação do bloco como um todo - tanto Mercosul quanto UE. Aprovadas, as listas seguem para os blocos opostos.

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