Brasil
  • (2) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

CNJ: só 10,6% dos processos de homicídio recebidos até 2009 foram julgados Vítimas criticam a demora. Entidades reclamam da falta de juízes

Julia Chaib - i

Publicação: 21/02/2014 06:00 Atualização:

Cilene Farias quer que o assassino da irmã Suênia pague pelo crime
 (Carlos Vieira/CB/D.A Press - 26/9/13)
Cilene Farias quer que o assassino da irmã Suênia pague pelo crime


No país onde a taxa de assassinatos é superior à média preconizada internacionalmente, a impunidade é rotina. No Brasil, ocorrem 27,1 homicídios por 100 mil habitantes, de acordo com o Mapa da Violência 2013, sendo que o índice aceito pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 10 mortes pelo mesmo grupo de pessoas. Para piorar a situação, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obtidos pelo Correio mostram que os tribunais estaduais só conseguiram julgar 10,6% do total de ações de homicídios dolosos (com a intenção de matar) de denúncias recebidas até 2009. Ainda falta desfecho para 58,5 mil processos. O acúmulo de casos representa um desafio para as cortes, que terão de se esforçar, e muito, para cumprir a meta estabelecida pela Estratégia Nacional de Segurança Pública (Enasp): julgar 80% dessas ações até outubro.

Leia mais notícias de Brasil

O objetivo foi estabelecido pela Enasp em julho do ano passado e, dos 27 tribunais do país, apenas três conseguiram passar da metade da meta. A Corte que tem o melhor índice é a do Acre, com 60% das ações julgadas no estado. Até em regiões mais desenvolvidas, como é o caso do Distrito Federal, o desempenho é pífio: apenas 11,9% dos processos com desfecho. Em março, haverá um mutirão para agilizar esses processos no tribunal do júri, onde crimes dolosos contra a vida são julgados. A lentidão nas análises se repete a cada ano. Por causa da demora, casos como a da aluna de direito Suênia Farias, 24 anos, assassinada em 2011 pelo advogado e professor do curso Rendrik Vieira, 35, seguem sem ponto final. A jovem foi morta com um tiro na cabeça dentro do carro do acusado.

A irmã de Suênia, Cilene Farias, conta que, até hoje, foi realizada apenas uma audiência do caso, em 2012. “A gente fica com o sentimento de impunidade, porque ele é advogado. Parece que está sendo encoberto, talvez. Esquecer-se dela a gente não esquece em momento nenhum, mas sofremos mais em saber que a nossa Justiça é muito falha, porque, se ela funcionasse, talvez não houvesse tanto crimes quanto os que temos.”

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Eduardo Boghossian
Menos de 10% dos homicídios no Brasil são solucionados, e destes, 10,6% julgados no prazo de cinco anos. É a completa falência no nosso sistema judiciário. Depois se assustam quando os cidadãos querem fazer justiça pelas próprias mãos. Não acreditam na instituição, perderam totalmente as esperanças! | Denuncie |

Autor: Yandara Pajaú
Lembras do caso Nardone e a menina Isabela? O caso foi julgado de um dia pro outro será por que né? Falta Juíz, a Justiça é LENTA? | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas