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Transplantes no Rio ganham reforço com Organização de Procura de Órgãos O cuidado com as famílias doadoras vai ser intensificado, e com isso haverá menos perdas de órgãos

Publicação: 24/02/2014 20:57 Atualização:

A identificação de órgãos, destinados a doações, para pacientes que aguardam transplantes, ganhou hoje (24/2) um reforço. Foi inaugurada a primeira Organização de Procura de Órgãos (OPO) do estado do Rio de Janeiro, que será gerenciada pelo Programa Estadual de Transplantes (PET), criado em 2010. O serviço atinge bairros das zonas sul e oeste, e o município de Niterói. Por isso, será chamada de OPO Sul, e vai funcionar no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá, zona Sul do Rio.

O coordenador do PET, Rodrigo Sarlo, informou que a partir da inauguração da OPO haverá aumento no número de profissionais trabalhando na doação de órgãos para transplantes. O cuidado com as famílias doadoras vai ser intensificado, e com isso haverá menos perdas de órgãos. Haverá também mais incentivo às doações, para se conseguiaumetnar o número de doadores e de transplantes no estado. “A previsão para esta unidade, é que ela aumente, no primeiro ano, em 15%, o número de doadores na sua região [de atuação], que tem aproximadamente 3 milhões de habitantes. Em 2013, a região teve 45 doadores. A expectativa é que com um ano de implantação, no mesmo período, esta mesma região tenha 52 doadores”, disse em entrevista à Agência Brasil.

 

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O projeto será estendido a outras regiões do estado, e a próxima OPO será inaugurada em Petrópolis, para atender os municípios da região serrana, Duque de Caxias, São Gonçalo e a Ilha do Governador. Depois, será vez da OPO de Itaperuna, que vai atender o norte e nordeste fluminenses, mais a região dos lagos. Em seguida, virão a OPO do Hospital São Francisco, na Tijuca, para atender bairros da zona norte do Rio, e a OPO de Barra Mansa, com cobertura noo centro-sul do estado e região do médio Paraíba. “A expectativa é de que todas as OPOs estejam implantadas no primeiro semestre de 2014. Se a implantação seguir o cronograma planejado, até o final do ano conseguiremos chegar a 300 doadores”, revelou.

Rodrigo Sarlo informou que a OPO Sul foi a primeira a ser instalada por concentrar o maior número de unidades hospitalares. Ele contou que na região há 50 hospitais, que podem fazer as notificações dos órgãos que, depois de recolhidos, serão encaminhados para a central de transplantes, responsável pela distribuição para todo o estado.

“A OPO terá uma interface constante com a central de transplantes e até com a comissão intra hospitalar de doações de órgãos e tecidos. [Será] justamente, a ideia do Programa Estadual de Transplantes, de unificar o processo. A OPO não realiza a distribuição de órgãos, e o órgão captado em qualquer OPO vai ser distribuído de acordo com a lista de pacientes, de todo o estado do Rio”, destacou, acrescentando que após o diagnóstico dos casos de morte encefálica, as notificações de órgãos para doação são feitas pelo número 155 do Disque Transplantes.

Segundo dados da secretaria de Estado de Saúde do Rio, do início do ano até quarta-feira passada (19/2), foram feitas 33 captações. Em 2013, foram registrados 225 doadores, enquanto em 2012 foram 221. Ainda no ano passado, foram realizadas 1.434 cirurgias de transplante em todo o estado, entre cirurgias de coração, fígado, rim, medula óssea, córnea e osso. Atualmente, 1.900 pessoas estão à espera de um transplante no estado.

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