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Polícia procura bando especializado em atacar bancos em Minas Gerais Pelo menos uma dezena de pessoas do bando especializado em explodir caixas eletrônicos ainda estão soltas

Pedro Rocha Franco

Valquiria Lopes

Publicação: 25/02/2014 08:31 Atualização:

Ainda sob o impacto do violento desfecho de um assalto frustrado, que resultou na morte de 10 criminosos e na prisão de seis no fim de semana, em Itamonte (MG), as polícias civis de Minas Gerais e de São Paulo estão juntas em uma verdadeira caçada. O objetivo é prender pelo menos mais uma dezena de pessoas do bando especializado em explodir caixas eletrônicos, que já vinha atuando em cidades paulistas e que, em novembro do ano passado, roubou terminais de autoatendimento de uma agência bancária de Itamonte.

A sexta prisão foi registrada ontem, em Cambuquira, também no sul de Minas. Trata-se de um homem que deu entrada no hospital da cidade com um ferimento na mão que sugere ter sido provocado por arma de fogo. Segundo o chefe da Divisão de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, delegado Ruy Ferraz Fontes, parte dos suspeitos já foi identificada. “Precisamos, no entanto, juntar elementos que comprovem a participação deles”, diz. Todos os integrantes do bando são paulistas, segundo o policial, à exceção do técnico em medicina do trabalho Silmar Junior Madeira, de 31 anos, que é de Itanhadu, vizinho a Itamonte. Segundo parentes e uma testemunha, Silmar foi rendido pelos assaltantes e obrigado a dirigir o próprio carro pelo bando. Ele foi morto durante uma troca de tiros com a polícia.

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A quadrilha está sendo investigada pela polícia paulista há pelo menos seis meses. “Começamos a juntar elementos depois de explosões em várias cidades de São Paulo. Eles tinham a mesma forma de agir em todos os casos. Atiraram contra a base da PM e contra qualquer cidadão que não obedecesse às ordens deles. Também deixavam poucos vestígios”, informou Fontes. Somente em 10 cidades de São Paulo, o grupo foi responsável por 20 ataques. “Essa era outra característica da quadrilha. Eles voltavam para replicar a ação criminosa”, afirma.

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Autor: GILMAR PEREIRA
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