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Jornalistas rejeitam uso de colete da PM para identificação em manifestação "O jornalista não se sente tranquilo ao se identificar previamente para autoridades. Ainda mais em uma manifestação em lugar público", ressaltou o presidente do sindicato

Agência Brasil

Publicação: 28/02/2014 19:40 Atualização: 28/02/2014 19:43

Em reunião plenária, hoje (28/2), no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), os profissionais repudiaram o uso de colete de identificação, fornecido pela Polícia Militar (PM), para a cobertura de manifestações. Segundo o texto aprovado no encontro, a única forma de identificação aceita pela categoria é a carteira profissional. Os coletes foram oferecidos pela corporação, no protesto do último sábado (22/2).

“O jornalista não se sente tranquilo ao se identificar previamente para autoridades. Ainda mais em uma manifestação em lugar público. Isso não tem sentido. Mas se reserva o direito de utilizar o equipamento de proteção em situações específicas”, ressaltou o presidente do sindicato, José Augusto Camargo. A nota com as deliberações será enviada para as autoridades. Camargo disse ainda que está marcando reuniões com a direção de veículos de comunicação para discutir o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI), como máscaras e capacetes.

No protesto contra a Copa, no último sábado, no centro da capital paulista, 19 jornalistas foram detidos ou agredidos. O coronel da PM, Celso Luiz Pinheiro, comandante do policiamento da região central da cidade, disse que o uso de equipamentos de proteção, por parte dos jornalistas, dificultou a distinção dos profissionais da imprensa, em relação aos black blocs. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, na ocasião, a PM disponibilizou 200 coletes de identificação para os repórteres, e pretende manter essa medida em futuras manifestações.

“Oficialmente, a única identificação aceitável é o registro profissional (MTB), o que não se confunde com o direito de livre expressão e de registrar individualmente os fatos, prerrogativa de todo cidadão”, ressalta a nota do sindicato. Também participaram da reunião a Associação dos Repórteres Fotográficos de São Paulo (Arfoc-SP) e o o Sindicato dos Advogados de São Paulo.

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Desde junho do ano passado, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contabilizou 68 casos de agressões a jornalistas, em coberturas de manifestações na capital paulista. Do total, 62 foram praticadas por policiais, e entre elas, 36 casos, mesmo depois de os profissionais terem se identificado como imprensa.

Para Camargo, a violência contra jornalistas muitas vezes parte de policiais mal-intencionados, que agem acobertados pelo anonimato. “A gente tem uma série de depoimentos em que policiais vão para o confronto e retiram a identificação. Quer dizer, esse policial que tira a identificação, quer agir no anonimato. Se o policial já está predisposto a fazer isso, a agir no anonimato, com segundas ou terceiras intenções, se ele é filmado ou fotografado, ele vai ter uma reação violenta”, pontuou.

O presidente do sindicato dos jornalistas cobra punição para os casos de abuso. Para ele, a a impunidade favorece a repetição do comportamento indevido. “A própria corporação e o governo têm que identificar e punir esses maus profissionais. Esses policiais, sob todo e qualquer aspecto, depõem contra a instituição democrática do Estado brasileiro”, disse.

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Autor: wagner
É uma profissão de risco grande. Para determinar atividades como na construção civil, na índústria, andar de bike, de patins é necessário o uso de capacete. Para fazer reportagens a empresa deve exigir que os profissionais que fazem cobertura de manifestação deve usar capacete e colete à prova | Denuncie |

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