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Ônibus que transportava operários para obras no Rio é incendiado Dois homens em uma moto pararam o veículo e mandaram os funcionários e o motorista saírem, segundo o 35º Batalhão da Polícia Militar. Ninguém ficou ferido

Agência Brasil

Publicação: 06/03/2014 13:51 Atualização: 06/03/2014 14:06

Um ônibus de um dos consórcios responsáveis pelas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), foi incendiado hoje de manhã (7), em Itaboraí, na região metropolitana da capital fluminense. Segundo o 35º Batalhão da Polícia Militar, dois homens em uma moto pararam o veículo e mandaram os funcionários e o motorista saírem. Testemunhas disseram que eles estavam armados. Em seguida, eles jogaram gasolina e atearam fogo no veículo. Ninguém ficou ferido.

A 71ª Delegacia de Polícia está investigando o caso. Confrontos e violência vêm ocorrendo na região desde o início da greve dos funcionários da obra do Comperj, que já dura 26 dias. No início de fevereiro, dois trabalhadores em greve foram baleados durante manifestação da categoria.

O Sindicato dos Trabalhadores do Plano da Construção, Montagem e Manutenção Industrial de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), que representa os funcionários das obras, condenou o atentado e disse que o movimento grevista não tem nenhuma ligação com o crime.

Na semana passada, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio considerou a greve ilegal e abusiva e determinou o retorno imediato dos funcionários ao trabalho. Se a medida não for cumprida, o sindicato terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.

A assessoria de comunicação do Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro, que negocia com os trabalhadores, informou que a liminar era esperada ante as irregularidades para a deflagração do movimento, como a falta de comunicação no prazo necessário e assembleia específica para decidir sobre a greve.

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No dia 10 de março, haverá assembleia dos trabalhadores às 7h, para decidir se a greve continua ou não. O sindicato afirma que, dos cerca de 28 mil trabalhadores que participam da construção do complexo, aproximadamente 70% estão paralisados. A diretoria do sindicato está impedida de se aproximar do Comperj em razão de duas medidas judiciais, cujo descumprimento pode ser punido com a prisão.

Os trabalhadores em greve querem reajuste salarial de 11,5% e elevação do vale-alimentação para R$ 450,00 mensal. O consórcio responsável pela obra oferece aumento linear de 7%.

O Comperj será o maior complexo industrial do país. Suas indústrias vão produzir derivados de petróleo e produtos petroquímicos, com capacidade de processamento de 165 mil barris de óleo por dia. A previsão, antes da greve, era que as obras estariam concluídas em 2017.

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