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ONGs denunciam nas Nações Unidas mortes no Complexo de Pedrinhas A advogada da Conectas, Vivian Calderoni, fez um relato sobre os casos de morte e decapitações dizendo que a situação continua crítica no local

Agência Brasil

Publicação: 10/03/2014 13:46 Atualização: 10/03/2014 13:52

Presos do Centro de Custódia de Presos de Justiça - CCPJ, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas reclamam de lotação e maus tratos (Karlos Geromy/OIMP/D.A Press)
Presos do Centro de Custódia de Presos de Justiça - CCPJ, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas reclamam de lotação e maus tratos
Representantes das organizações não governamentais (ONGs) Justiça Global, Conectas e Sociedade Maranhense de Direitos Humanos fizeram um pronunciamento nesta segunda-feira (10/3), no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), denunciando os casos de mortes e de outras violações de direitos humanos ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão.

A advogada da Conectas, Vivian Calderoni, fez um relato sobre os casos de morte e decapitações dizendo que a situação continua crítica no local. “A resposta dada pelo governo foi militarizar o presídio”, afirmou Vivian, que está em Genebra, na Suíça. Ela citou ainda a existência de um vídeo que mostra a Polícia Militar disparando balas de borracha nas costas de presos nus, enfileirados contra a parede.



Ela disse ainda que as cenas de horror não são exclusividade de Pedrinhas e falou das mazelas do sistema prisional brasileiro. Vivian destacou os problemas de falta de alimentação adequada e água nas prisões brasileiras, além da superlotação e das dificuldades de acesso a emprego, saúde e educação. Representantes das ONGs pediram a visita do relator especial das Nações Unidas sobre a tortura, Juan Méndez, ao Complexo de Pedrinhas.

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No dia 1º de março, mais um detento foi morto no interior do maior estabelecimento prisional maranhense, elevando para quatro o número de mortos em Pedrinhas desde o início do ano. Com isso, levando-se em conta os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chega a 64 o total de detentos assassinados em Pedrinhas desde o início de 2013.

Desde meados de dezembro do ano passado, quando uma rebelião deixou nove mortos e ao menos 20 feridos, policiais militares reforçam a segurança do complexo penitenciário. A pedido do governo estadual, homens da Força Nacional de Segurança Pública também auxiliam na segurança dos estabelecimentos prisionais da região metropolitana de São Luís, entre eles, o de Pedrinhas.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Lincoln Marques Melo
Será que também foi denunciado na ONU que aqui no Brasil os cidadãos de bem que saem para trabalhar e estudar, estão amedrontados e morrendo nas mãos de bandidos? | Denuncie |

Autor: André Pegorin
O melhor complexo do Brasil, pena não termos mais representantes como o Jair Bolsonaro por ai... | Denuncie |

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