Brasil
  • (3) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Após tumulto, Ceagesp suspende cobrança de estacionamento em São Paulo O mercado de varejo que ocorre aos fins de semana foi cancelado neste final de semana

Agência Brasil

Publicação: 14/03/2014 20:45 Atualização:

A cobrança por estacionamento na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, foi suspensa por tempo indeterminado. O mercado de varejo que ocorre aos fins de semana foi cancelado este sábado (15/3) e domingo (16/3). Segundo o presidente da companhia, Mário Maurici Morais, as demais operações funcionarão “em condições especiais”, limitadas pelos danos sofridos durante o protesto desta sexta-feira (14/3). Circulam pelo terminal uma média de 12 mil veículos e 50 mil pessoas por dia. Nos fins de semana, quando a maior parte das atividades do atacado não funciona, o movimento é menor.

O protesto contra o início da cobrança para estacionamento de carros e caminhões começou durante a manhã. Cabines e carros foram depredados e um caminhão foi incendiado. Os manifestantes também atearam fogo ao prédio do Departamento de Entrepostos e ao do setor de fiscalização, que corre o risco de desabar. Dois pelotões da Tropa de Choque entraram pouco depois das 12h30 na Ceagesp e controlaram o protesto. Quatro pessoas ficaram feridas, uma delas à bala.

O presidente do Ceagesp disse que o protesto foi uma “ação de bandidos”. “A Ceagesp foi vítima de um atentado de grande violência que nós lamentamos muito, em especial pelos feridos.” Para Morais, a ação de hoje foi orquestrada. Segundo ele, um pequeno grupo já tinha tentado causar tumulto nesta quinta-feira (13/3), mas foi contido pela equipe de segurança da Ceagesp. Ele não soube dizer, no entanto, se são verdadeiras as denúncias de que, na ação de hoje, funcionários da empresa de segurança que presta serviço à Ceagesp usaram munição letal contra os manifestantes.

Na opinião dele, o protesto foi uma reação ao sistema, que além de cobrança, estabelecerá controle de entrada e monitoramento, inclusive com câmeras de segurança, de todo o entreposto. “O que está em jogo é se isso é um espaço público no sentido de que pertence à sociedade ou no sentido de que é de qualquer um”, disse em entrevista coletiva.

Leia mais notícias em Brasil

Ele destacou ainda que fatos semelhantes ocorreram há dois anos, quando foi anunciado o edital para implementação do sistema de controle e cobrança. De acordo com Morais, não se trata de uma revolta generalizada, mas uma ação de um grupo de cerca de 150 pessoas. “Não está adiada a nossa intenção de fazer o controle de entrada e saída, cobrando ou não”, pontuou.

A partir do próximo dia 20, será proibida a entrada de veículos não relacionados com as atividades da Ceagesp. Os fornecedores, distribuidores e compradores deverão se cadastrar para ter acesso ao entreposto. A medida é necessária, de acordo com Morais, para coibir a prática de crimes dentro das instalações. “Este não é o ambiente mais adequado para exercer a missão que ele tem”, disse ao citar as 380 ocorrências anuais de crimes dentro do entreposto, como casos de homicídio, furto e exploração sexual de crianças e adolescentes. “Aqui tem de tudo, absolutamente de tudo”, enfatizou.

Segundo o presidente, a cobrança foi a forma encontrada para remunerar a empresa responsável por instalar 360 câmeras em todo o mercado. Além disso, a ideia era reduzir o número de veículos que usam o terminal como estacionamento, prejudicando as atividades da companhia. De acordo com Morais, o valor pago pelos caminhões apenas pela carga e descarga não impactaria nos ganhos das empresas. Segundo ele, para ficar quatro horas dentro do entreposto, o valor cobrado é R$ 4.

A concessionária que venceu a concorrência assinou contrato por sete anos e fez um investimento de cerca de R$ 22 milhões. Do valor arrecadado com a cobrança do estacionamento, 4% são revertidos à Ceagesp. Segundo Cesár Vaiano, diretor executivo da C3V, empresa responsável pelo sistema, ainda não há uma avaliação dos prejuízos nem se sabe se eles poderão ser cobertos pela apólice de seguro. “Nós temos seguro dos equipamentos colocados aqui. Mas é uma situação atípica, porque não foram danos previstos normalmente. Foi depredação que não sei nem como se enquadraria no contrato de seguro”.

Vaiano ressaltou, no entanto, que o foco imediato da empresa é a segurança dos 230 funcionários que trabalham no terminal e no restabelecimento pleno das operações na Ceagesp. “A nossa empresa é apensa uma ferramenta para ajudar a organizar o sistema de carga e descarga, por meio de monitoramento e controle de acesso.”

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Paulo Costa
A falta de autoridade e a conivência (condescendência criminosa) é notória, inversão de valores, a tentativa de persuadir apresentando farsas históricas...isto é o Partido das Trevas! Ao ponto de um Ministro receber vândalos q tentaram invadir as sedes de Poderes no Palácio. FORA ANARQUIA! FORA PT!! | Denuncie |

Autor: Paulo Costa
A falência em todos os setores, saúde, educação, transportes, economia...falta de autoridade e conivência ou, até mesmo cumplicidade com bandidos (vide corruptos mensaleiros), "aparelhamento". A anarquia se instalou no País, após a assunção dos PeTralhas do Partido das Trevas e seus aliados. | Denuncie |

Autor: Paulo Costa
Como li em um artigo recente: ... "a força da criminalidade está dando a nítida impressão de q um tenebroso Estado Paralelo se sobrepõe ao Estado de Direito...". Começando pelos bandidos do mensalão "absolvidos" ou tendo suas penas atenuadas pelo STF, a desqualificação da quadrilha q todos conhecem! | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.

PUBLICIDADE



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas