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Ceagesp estuda opções para financiar controle de acesso ao entreposto "O que a gente queria com essa cobrança era montar uma estrutura que permitisse um controle de acesso ao mercado", disse o presidente da Ceagesp

Agência Brasil

Publicação: 17/03/2014 19:58 Atualização:

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) estuda nova forma de financiar a estrutura de controle de acesso ao entreposto. A companhia suspendeu a cobrança pelo estacionamento na última sexta-feira (14/3), após manifestantes destruírem portarias de acesso e os departamentos de Fiscalização e de Gerenciamento do local.

“O que a gente queria com essa cobrança era montar uma estrutura que permitisse um controle de acesso ao mercado, para evitar pessoas estranhas; que garantisse a não permanência aqui dentro de carros estacionados. Cobrança não vamos fazer. Vamos nos debruçar sobre o contrato e ver se existe uma outra maneira de financiar essa operação [de controle]”, disse nesta segunda-feira (17/3) o presidente da Ceagesp, Mário Maurici de Lima.

De acordo com ele, o controle de acesso serviria para garantir agilidade na carga e descarga, a identificação da origem de um eventual alimento contaminado, além de conter a criminalidade dentro do entreposto. Em 2013, foram registradas 380 ocorrências policiais dentro da Ceagesp, entre roubos e prostituição.

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“Tínhamos um inquérito civil público contra nós, por ocorrência de trabalho infantil, de prostituição infantil no entreposto. Há casos também em que o sujeito entra aqui, depois da comercialização, e pega alimentos que estão na caçamba do lixo para vender fora”, destacou.

Hoje, as operações de carga e descarga de mercadorias ocorreram dentro da normalidade, mesmo com parte da estrutura física do entreposto danificada. A companhia deverá encaminhar à polícia, nos próximos dias, as imagens das câmeras de segurança para identificação das pessoas que destruíram as estruturas físicas do local.

Segundo dois comerciantes da Ceagesp, que não quiseram se identificar, há consumo de drogas ilícitas no local, prostituição e presença de pessoas com arma de fogo durante as madrugadas no local. “Se você pensar bem, é meio casa de mãe joana. Então, ou a gente estabelece algum tipo de controle, algum tipo de gestão, ou a população paulista e brasileira vai continuar se servindo desse tipo de abastecimento”, ressaltou o presidente da Ceagesp.

A companhia informou ainda que alguns funcionários receberam ameaças anônimas de morte, por telefone, principalmente os que trabalham na Fiscalização e no Departamento de Gerenciamento do entreposto da capital.

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