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PM pede liberdade provisória para responder por morte no Morro da Congonha O advogado do sargento, Marcos Espínola, defendeu que os policiais apenas socorreram a vítima e não podem ser culpabilizados pela morte de Claudia

Agência Brasil

Publicação: 17/03/2014 22:03 Atualização:

O advogado de um dos três policiais envolvidos na morte da auxiliar de serviços gerais Claudia Silva Ferreira, morta ontem (16), no Morro da Congonha, pedirá liberdade provisória, amanhã (18), na Auditoria Militar do Estado do Rio de Janeiro, para o sargento Alex Sandro da Silva Alves.

A moradora do morro foi baleada durante operação da Polícia Militar na comunidade, e socorrida em seguida pelos policiais. Dentre eles, o sargento. Mas um vídeo da área mostra o momento em que ela foi arrastada pela viatura ao cair do porta-malas. Os policiais foram presos por determinação da PM e um inquérito policial militar (IPM) foi aberto para investigar a conduta dos agentes no socorro à vítima.

O advogado do sargento, Marcos Espínola, defendeu que os policiais apenas socorreram a vítima e não podem ser culpabilizados pela morte de Claudia. “O objetivo principal foi a tentativa de salvar a vida humana, mas diante da reação dos moradores, revoltados com a situação, os policias tiveram que sair rápido do local, o que pode ter ocasionado, no momento seguinte, a abertura do porta-malas no qual a vítima estava sendo socorrida”. Ele acrescentou que a vítima foi posta na parte de trás do carro, porque a viatura estava com armamentos no banco traseiro e a viela estreita impedia a abertura das portas laterais.

Os outros envolvidos no caso são os sub-tenentes Adir Serrano Machado e Rodiney Miguel Archanjo. Eles foram autuados pelo Artigo 324 do Código Penal Militar, que incrimina quem deixa de observar a lei ou regulamento, dando prejuízo à administração militar. O IPM está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária da PM.

A morte de Cláudia provocou dois protestos na Avenida Edgar Romero, em Madureira,que passa próximo à comunidade. De manhã, moradores queimaram lixeiras e interditaram a rua. À noite, eles voltaram a ocupar a avenida e queimaram ônibus.
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