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Justiça retoma audiência de testemunhas em caso do pedreiro Amarildo Primeiro a depor após o reinício dos trabalhos, às 14h50, foi o técnico perito do Ministério Público Robson Spinelli, arrolado pelo próprio órgão para explicar a perícia acústica

Agência Brasil

Publicação: 19/03/2014 16:15 Atualização:

Imprensa não foi autorizada a acompanhar a sessão e as informações são repassadas pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) (Tânia Rêgo/ABr)
Imprensa não foi autorizada a acompanhar a sessão e as informações são repassadas pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)

Foi retomada na tarde desta quarta-feira (19/3) a audiência de instrução e julgamento do caso do desaparecimento do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza, ocorrido no dia 14 de julho do ano passado. Devem depor nas próximas horas mais quatro testemunhas de acusação, das 11 que faltam, entre elas o inspetor da Polícia Civil Marcelo Carvalhaes.

O primeiro a depor após o reinício dos trabalhos, às 14h50, foi o técnico perito do Ministério Público Robson Spinelli, arrolado pelo próprio órgão para explicar a perícia acústica feita ontem nos contêineres que servem de instalação para a UPP da Rocinha. Ele disse ser possível ouvir de dentro do equipamento ruídos emitidos externamente. Além disso, Spinelli relatou que a fiação elétrica que passa pelas janelas impede que elas fiquem fechadas.

Na semana passada, os policiais disseram em depoimento que receberam ordens para ficar dentro do contêiner de apoio da UPP na noite do desaparecimento de Amarildo e também que ouviram gritos de tortura vindo do contêiner principal. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a sessão e as informações são repassadas pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

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Das 20 testemunhas arroladas inicialmente pelo MP, a juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal do TJRJ, dispensou a policial civi Alik Rachel Amorim, o major da polícia Militar Fábio Alexandre e a inspetora da Polícia Civil Alessandra Val.

Foram ouvidos, no dia 12 de março, os soldados da Polícia Militar Alan Jardim; Dezia Juliana da Costa; e Carolina Martins, e na primeira audiência, no dia 20 de fevereiro, o delegado Rivaldo Barbosa, diretor da Divisão de Homicídios; a delegada Ellen Souto; e o inspetor de polícia Rafael Rangel.

Os 25 policiais militares réus no processo respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual, omissão imprópria e formação de quadrilha. Na última quinta-feira (13), a Justiça negou o pedido de liberdade provisória de Douglas Vital, Jorge Luiz, Marlon Reis, Reinaldo Gonçalves e Victor Pereira. O pedido de transferência para o Batalhão Especial Prisional feito pela defesa de Edson Raimundo dos Santos e Luiz Felipe de Medeiros também foi negado.

No fim de semana, o réu Lourival Moreira da Silva conseguiu habeas corpus e passou a responder o processo em liberdade. Com isso, 13 réus estão em liberdade e 12 continuam presos.

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