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Cabral pede desculpas aos parentes de mulher arrastada por viatura policial Pedido de desculpas ocorreu após o governador ter recebido no Palácio Guanabara parentes e amigos de Cláudia

Agência Brasil

Publicação: 19/03/2014 16:29 Atualização:


Após a reunião no Palácio Guanabara, os parentes da auxiliar de serviços gerais foram para a sede da Polícia Civil, no centro da cidade, onde se reuniram com o chefe da Polícia Civil (Guilherme Pinto/Agencia O Globo)
Após a reunião no Palácio Guanabara, os parentes da auxiliar de serviços gerais foram para a sede da Polícia Civil, no centro da cidade, onde se reuniram com o chefe da Polícia Civil

O governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu desculpas nesta quarta-feira (19/3) à família da auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, baleada durante operação policial no Morro da Congonha, em Madureira, na manhã do último domingo (16/3), e que teve o corpo arrastado por mais de 300 metros preso no porta-malas de uma viatura policial.

O pedido de desculpas ocorreu após o governador ter recebido no Palácio Guanabara parentes e amigos de Cláudia, em companhia do secretário de Estado de Assistência Social, Pedro Fernandes. Segundo o secretário, o governador Sérgio Cabral prometeu apoio financeiro e psicológico à família.

“O governo se colocou à disposição para dar todo o suporte necessário, colocando à disposição da família psicólogos, assistentes sociais e inclusive Defensoria Pública, que vai ajudar no processo de adoção e guarda dos quatro sobrinhos que eram mantidos por Cláudia”, disse Fernandes.

O marido da auxiliar de serviços gerais, Alexandre Fernandes da Silva, disse que pretende processar o Estado pelas condições em que a mulher foi morta. Acompanhado dos quatro filhos e dos quatro sobrinhos, que também eram criados por Cláudia, ele pediu rigor por parte da polícia nas investigações sobre as circunstâncias em que Cláudia foi baleada.

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Para ele, é preciso mudar a mentalidade errônea alimentada por alguns policiais de que todo morador de comunidade é bandido. “Nada vai trazê-la [Cláudia] de volta. Mas queremos que eles paguem pelo que fizeram. As pessoas de bem não podem pagar pelo mal. Existe esse conceito de que quem mora em comunidade é bandido e traficante. Mas esquecem que lá também existem pessoas trabalhadoras”, disse.

Presente ao encontro, Diego Gomes, amigo da família, também defendeu rigor nas investigações. Ele voltou a dizer que vizinhos, que estavam no local da ação policial, relataram que os policiais militares chegaram atirando.

“Nós pedimos ao governador que determinasse que a polícia se empenhasse nas investigações desde o momento da incursão policial, passando pelo momento em que os tiros foram efetuados, até os fatos que se seguiram com o corpo sendo arrastado pela viatura do 9º BPM [Batalhão da Polícia Militar]”.

Após a reunião no Palácio Guanabara, os parentes da auxiliar de serviços gerais foram para a sede da Polícia Civil, no centro da cidade, onde se reuniram com o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, e o comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel José Luís Castro. Durante a reunião, a família questionou, mais uma vez, a operação policial no Morro da Congonha, que resultou na morte de Cláudia.

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