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Organização que traficava cocaína movimentou mais de 10 milhões de euros Esse valor foi estimado pela polícia italiana com base no volume de cocaína apreendido no período, 1,3 mil toneladas.

Agência Brasil

Publicação: 20/03/2014 18:24 Atualização:

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (20/3), na Operação Monte Pollino, dez brasileiros e dois estrangeiros por tráfico internacional de drogas. A operação recebeu o nome de Monte Pollino em referência ao local que fica no Parque Nacional de Pollino, área protegida na região da Calábria, Sul da Itália.

Segundo o delegado Osvaldo Scalezi Junior, responsável pela operação, a organização criminosa, que embarcava cocaína do Porto de Santos para portos europeus, movimentou entre 6 milhões e 10 milhões de euros em apenas um ano. De acordo com o delegado, esse valor foi estimado pela polícia italiana com base no volume de cocaína apreendido no período, 1,3 mil toneladas.

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Além do trabalho conjunto entre as polícias do Brasil e da Itália, foram cumpridos simultaneamente 20 mandados de prisão e de busca na Espanha, em Portugal, no Reino Unido, na Holanda, na Sérvia, em Montenegro e no Peru, com apoio da Interpol e dos adidos da PF na Inglaterra, na Itália e na Espanha. Oito pessoas ainda estão foragidas.

Scalezi destacou a importância da cooperação neste trabalho, que resultou na prisão de diversos membros da organização criminosa, que atuava na região de Santos e era responsável pelo recebimento de cocaína dos países produtores, no caso Bolívia e Peru, e pela remessa da droga para a Europa mediante o acondicionamento, em navios, que partiam do porto paulista. Segundo Scalezi, investigações feitas pela polícia italiana indicam que a organização atuava pelo menos desde 2010.

Entre os dez brasileiros presos na operação, seis estavam nas cidades paulistas de Campinas e quatro em Santos. Dois dos presos em Santos eram funcionários de uma empresa terceirizada que opera com gerenciamento de cargas no Porto de Santos. “Identificamos a participação de funcionários do Porto de Santos. Eles identificavam o navio e contêineres com destino a portos já participantes do esquema na Europa. Em alguns portos, a organização mafiosa atuante na Itália tinha facilidade para a retirada desses entorpecentes”, informou o delegado.

A cocaína, que vinha da Bolívia e do Peru, chegava ao Brasil por via terrestre e ficava armazenada em Campinas. “Escolhido o navio e o contêiner para o acondicionamento e a remessa da droga para a Europa, era efetuado o transporte da cocaína de Campinas para o Porto de Santos”, acrescentou Scalezi.

De acordo com o delegado, a cocaína era escondida em mochilas e malas de viagem, que eram colocadas em contêineres de navios no Porto de Santos, de forma ilícita, com apoio dos funcionários do terminal. As remessas de cocaína para a Europa eram feitas quase semanalmente. "A rota era rentável e muito usada pelos membros da organização para abastecer a máfia calabresa”, disse Scalezi. Segundo a Polícia Federal, os principais compradores da droga eram membros da Ndrangheta, a máfia calabresa. As remessas da organização variavam entre 100 e 150 quilos. No decorrer da Operação Monte Pollino, a PF e a polícia de outros países apreenderam 1,3 mil toneladas de cocaína.

Na ação policial, também foram apreendidos US$ 760 mil. O delegado informou que os dois principais investigados tiveram imóveis e contas bloqueados e que foram apreendidos dez veículos.

“O tráfico de drogas não enxerga fronteiras ou limites. Por isso, a polícia tem de se esforçar e agir de forma cooperativa internacionalmente”, disse o coordenador-geral de Polícia de Repressão a Drogas em Brasília.

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